quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

NOITE INSANA

Maldita hora escolhi pra deixar o carro em casa, há quase 2 meses não chovia mas hoje...Abriram-se portas de uma represa no céu. Merda !
Dr Otávio tinha que escolher esse dia pra me deixar presa até mais tarde na empresa ?
são quase 9 da noite, e não encontro meu marido. Além de pegar o onibus ainda tenho que caminhar duas quadras até minha casa, e pior, nessa escuridão. Tem coisas que só acontecem comigo.
Ai meu Deus ...tem gente vindo. Esse ônibus não chega nunca.
O ônibus
o ônibus.
Valei-me Deus, Finalmente vou poder sentar um pouco.
Nossa estou encharcada e tão desacostumada a ficar sozinha que desconfio de qualquer coisa.
Cansada e entorpercida com o chacoalhar do coletivo ela recostou a cabeça sobre o vidro e pos-se a observar as luzes da cidade. lembrou de quando conheceu Fernando e de como ele foi um homem marcante em sua vida..
O único até aquele dia.
Único a conhecer os segredos do seu corpo.lembrou de quando virou mulher em suas mãos.Um momento inesquecivel.
Tantas mulheres ( aliás a maioria de suas amigas dizendo da frustração da primeira vez e de como doía ) mas com ela não ! Fernando foi um homem perfeito...o principe tão sonhado.
Mas nem tudo são flores em uma vida e com o passar do tempo ela começou a sentir desejos incontroláveis...impróprios até.
Queria ser possuída mais e mais forte a cada dia. Seu homem tão amado já não lhe servia mais como antes.
Não que ela pensasse em traíção. longe disso..ainda. Mas seu corpo já não tremia ao toque do marido, queria sentir outras mãos em sem corpo.
Outros homens a fascinavam só de olhar e depois um remorso grande tomava conta de sua alma. Até tentou por várias vezes falar com o marido. Mas o que dizer ? dizer que ele já não lhe satisfazia ? não. ele não merecia isso.
O onibus chegou em seu ponto e apressadamente ela desceu.
Na rua jazia uma escuridão quase total, a chuva incansavel castigava seu corpo, colando a roupa e deixando a mostra um corpo maduro mas ainda muito curvilineo.
Sentiu passos atrás de sí e começou a tremer.
- Meu Deus o que faço ?
Quanto mais acelerava em direção de casa mais os passos apertavam atrás. Desesperada encostou no muro de uma casa em obras e gritou por socorro a plenos pulmões.
Assustado o homem que vinha atrás parou e preocupado pos-se a falar:
- calma Dna claudia..sou eu, Honório, o padeiro.
- ai Honorio, você quer me matar de susto é ?
- a senhora me desculpa, mas tava tão distraída no onibus que não quis incomodar e depois essa chuva toda vai molhar os pães que estou levando...por isso eu tava correndo.
A senhora quer que eu acompanhe ?
Envergonhada com o papelão ela dispensou a companhia do rapaz e disse :
- pode ir Honório..senão vai estragar seus pãezinhos. Estou muito cansada e vou mais devagar. mais uma vez me desculpe o papelão.
Ouvindo isso o homem pos-se a andar em direção a sua casa.
Claudia envergonhada sentou-se no rodapé do portão e começou a rir de si mesma.
Devo estar louca mesmo. mulher mulher...segura esse fogo !
Então de repente uma mão tapou-lhe os lábios e com força puxou-a pra dentro da construção.
Desesperada se debatia e sentia que agora com os dois braços um homem forte lhe pegava pela cintura empurrando seu corpo contra a parede, tentou gritar, mas um tapa estalou em sua face, fazendo-a sentir um gosto de sangue saindo do lábio agora machucado.
Lágrimas começavam a se formar em seus olhos e quase em súplica ela pedia pra ser solta. No entanto o homem indiferente aos seus pedidos começou a enfiar suas mãos dentro do vestido, seu corpo prensado contra a parede oferecia pouca resistencia e com força ela sentiu sua calcinha sendo arrancada.
O homem suando e tremendo dizia:
- ta de tanga puta. calcinha de vagabunda...tá chorando porque então ?
Novamente um tapa estalou em seu rosto, mas surpreendentemente ela começou a gostar e mesmo tentando reprimir esse prazer inclinou suas ancas se oferecendo ao estuprador.
O homem alucinado abriu sua braguilha expondo um penis enrigecido e pulsante pra fora. Imediatamente ela levou as mãos pra trás segurando firme o orgão do homem e direcionando para a entrada de sua vagina foi dizendo sem pudor algum:
- me come seu traste. acaba comigo.
A mulher enlouquecida subia e descia com a força das estocadas do marginal e gritava palavras obcenas como nunca havia feito antes .
Queria esquecer sua vida certinha.
Mulher de conduta impecavel. hoje não !
Hoje ela era a presa mas queria ser caçadora..
E num movimento rápido virou e passou a pressionar o homem contra a parede, ergueu sua touca até deixar a boca livre e beijou ardentemente seu algoz, mordendo-lhe a lingua, fazendo sangrar também.
Em movimentos fortes gozou várias vezes naquele membro duro e incansavel...
Era ela que agora esbofeteava o homem e gritava pedindo mais.
De súbito, num puxão seco arrancou de uma vez a touca, e agora sim, num beijo apaixonado recebeu dentro dela jatos de prazer daquele santo marginal.
Cansada mas saciada, encostou sua cabeça no peito dele e feliz disse:
- Fernando meu amor, nunca imaginei que fosse lembrar do meu sonho. te amo !
A chuva havia passado e ambos, marido e mulher foram embora satisfeitos por deixar de lado mesmo que por um momento a realidade dura da vida a dois !

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