Maldita hora escolhi pra deixar o carro em casa, há quase 2 meses não chovia mas hoje...Abriram-se portas de uma represa no céu. Merda !
Dr Otávio tinha que escolher esse dia pra me deixar presa até mais tarde na empresa ?
são quase 9 da noite, e não encontro meu marido. Além de pegar o onibus ainda tenho que caminhar duas quadras até minha casa, e pior, nessa escuridão. Tem coisas que só acontecem comigo.
Ai meu Deus ...tem gente vindo. Esse ônibus não chega nunca.
O ônibus
o ônibus.
Valei-me Deus, Finalmente vou poder sentar um pouco.
Nossa estou encharcada e tão desacostumada a ficar sozinha que desconfio de qualquer coisa.
Cansada e entorpercida com o chacoalhar do coletivo ela recostou a cabeça sobre o vidro e pos-se a observar as luzes da cidade. lembrou de quando conheceu Fernando e de como ele foi um homem marcante em sua vida..
O único até aquele dia.
Único a conhecer os segredos do seu corpo.lembrou de quando virou mulher em suas mãos.Um momento inesquecivel.
Tantas mulheres ( aliás a maioria de suas amigas dizendo da frustração da primeira vez e de como doía ) mas com ela não ! Fernando foi um homem perfeito...o principe tão sonhado.
Mas nem tudo são flores em uma vida e com o passar do tempo ela começou a sentir desejos incontroláveis...impróprios até.
Queria ser possuída mais e mais forte a cada dia. Seu homem tão amado já não lhe servia mais como antes.
Não que ela pensasse em traíção. longe disso..ainda. Mas seu corpo já não tremia ao toque do marido, queria sentir outras mãos em sem corpo.
Outros homens a fascinavam só de olhar e depois um remorso grande tomava conta de sua alma. Até tentou por várias vezes falar com o marido. Mas o que dizer ? dizer que ele já não lhe satisfazia ? não. ele não merecia isso.
O onibus chegou em seu ponto e apressadamente ela desceu.
Na rua jazia uma escuridão quase total, a chuva incansavel castigava seu corpo, colando a roupa e deixando a mostra um corpo maduro mas ainda muito curvilineo.
Sentiu passos atrás de sí e começou a tremer.
- Meu Deus o que faço ?
Quanto mais acelerava em direção de casa mais os passos apertavam atrás. Desesperada encostou no muro de uma casa em obras e gritou por socorro a plenos pulmões.
Assustado o homem que vinha atrás parou e preocupado pos-se a falar:
- calma Dna claudia..sou eu, Honório, o padeiro.
- ai Honorio, você quer me matar de susto é ?
- a senhora me desculpa, mas tava tão distraída no onibus que não quis incomodar e depois essa chuva toda vai molhar os pães que estou levando...por isso eu tava correndo.
A senhora quer que eu acompanhe ?
Envergonhada com o papelão ela dispensou a companhia do rapaz e disse :
- pode ir Honório..senão vai estragar seus pãezinhos. Estou muito cansada e vou mais devagar. mais uma vez me desculpe o papelão.
Ouvindo isso o homem pos-se a andar em direção a sua casa.
Claudia envergonhada sentou-se no rodapé do portão e começou a rir de si mesma.
Devo estar louca mesmo. mulher mulher...segura esse fogo !
Então de repente uma mão tapou-lhe os lábios e com força puxou-a pra dentro da construção.
Desesperada se debatia e sentia que agora com os dois braços um homem forte lhe pegava pela cintura empurrando seu corpo contra a parede, tentou gritar, mas um tapa estalou em sua face, fazendo-a sentir um gosto de sangue saindo do lábio agora machucado.
Lágrimas começavam a se formar em seus olhos e quase em súplica ela pedia pra ser solta. No entanto o homem indiferente aos seus pedidos começou a enfiar suas mãos dentro do vestido, seu corpo prensado contra a parede oferecia pouca resistencia e com força ela sentiu sua calcinha sendo arrancada.
O homem suando e tremendo dizia:
- ta de tanga puta. calcinha de vagabunda...tá chorando porque então ?
Novamente um tapa estalou em seu rosto, mas surpreendentemente ela começou a gostar e mesmo tentando reprimir esse prazer inclinou suas ancas se oferecendo ao estuprador.
O homem alucinado abriu sua braguilha expondo um penis enrigecido e pulsante pra fora. Imediatamente ela levou as mãos pra trás segurando firme o orgão do homem e direcionando para a entrada de sua vagina foi dizendo sem pudor algum:
- me come seu traste. acaba comigo.
A mulher enlouquecida subia e descia com a força das estocadas do marginal e gritava palavras obcenas como nunca havia feito antes .
Queria esquecer sua vida certinha.
Mulher de conduta impecavel. hoje não !
Hoje ela era a presa mas queria ser caçadora..
E num movimento rápido virou e passou a pressionar o homem contra a parede, ergueu sua touca até deixar a boca livre e beijou ardentemente seu algoz, mordendo-lhe a lingua, fazendo sangrar também.
Em movimentos fortes gozou várias vezes naquele membro duro e incansavel...
Era ela que agora esbofeteava o homem e gritava pedindo mais.
De súbito, num puxão seco arrancou de uma vez a touca, e agora sim, num beijo apaixonado recebeu dentro dela jatos de prazer daquele santo marginal.
Cansada mas saciada, encostou sua cabeça no peito dele e feliz disse:
- Fernando meu amor, nunca imaginei que fosse lembrar do meu sonho. te amo !
A chuva havia passado e ambos, marido e mulher foram embora satisfeitos por deixar de lado mesmo que por um momento a realidade dura da vida a dois !
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
EPITÁFIO
Que uma vida travestida em poemas
Não seja maior que minha morte reservada !
Que pobres letras
Por vezes insensatas
Ou escrotas
Não estejam acima de uma lápide de pedra
Forjada em vil metal
Vivi paixões eternas
Sobrevivi aos mais dolorosos sintomas de amor
Fui traído e traição
Fui amor e fui vingança
Já fui feto
E também desafeto
Amei meus pais
E amaldiçoei por muitas vezes
Sofri maldades e fui malvado
Me torci e retorci nesse pequeno mundo de terra
Vivendo a vida
E a margem dela
Já segui profetas
E segui ditadores
Já busquei o que nunca perdi
Enfim...
Amei
Chorei
Rezei
Eu lutei guerras perdidas
E acreditei até que venci algumas
Já bati na vida
E apanhei dela
E se acharem que minha cova é pequena pra tantas
Palavras insanas
Por favor..digam apenas
“ Aqui jaz um poeta “
Não seja maior que minha morte reservada !
Que pobres letras
Por vezes insensatas
Ou escrotas
Não estejam acima de uma lápide de pedra
Forjada em vil metal
Vivi paixões eternas
Sobrevivi aos mais dolorosos sintomas de amor
Fui traído e traição
Fui amor e fui vingança
Já fui feto
E também desafeto
Amei meus pais
E amaldiçoei por muitas vezes
Sofri maldades e fui malvado
Me torci e retorci nesse pequeno mundo de terra
Vivendo a vida
E a margem dela
Já segui profetas
E segui ditadores
Já busquei o que nunca perdi
Enfim...
Amei
Chorei
Rezei
Eu lutei guerras perdidas
E acreditei até que venci algumas
Já bati na vida
E apanhei dela
E se acharem que minha cova é pequena pra tantas
Palavras insanas
Por favor..digam apenas
“ Aqui jaz um poeta “
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
A BOCA
Boca macia
Que me envolve em beijos
Boca sedenta
Morde-me
Machuca-me
Me seca
Boca...
Maldita boca
Que me cala os sentidos
Transforma sonhos
Cria pesadelos
Boca gulosa
Passeia por mim
Sem lei
Sem ordem
Sem pena !
Desliza boca
Desliza...
Busca seu fim
Me dá tua alma
Tua língua
Consome meus gozos
Sacia minha sede
Com seu calor
Manche meu corpo de vermelho
Quero seu batom em mim
Teu sangue de sabor
Tua vestimenta
De paixão
Deixe rastros no caminho boca
Pra saber retornar
E morrer nos meus
Beijos !
Que me envolve em beijos
Boca sedenta
Morde-me
Machuca-me
Me seca
Boca...
Maldita boca
Que me cala os sentidos
Transforma sonhos
Cria pesadelos
Boca gulosa
Passeia por mim
Sem lei
Sem ordem
Sem pena !
Desliza boca
Desliza...
Busca seu fim
Me dá tua alma
Tua língua
Consome meus gozos
Sacia minha sede
Com seu calor
Manche meu corpo de vermelho
Quero seu batom em mim
Teu sangue de sabor
Tua vestimenta
De paixão
Deixe rastros no caminho boca
Pra saber retornar
E morrer nos meus
Beijos !
DESABAFO
Pensei apenas num amor verdadeiro
Com beijos molhados
Mãos tremulas
Palavras sentidas
Imaginei momentos fotográficos
Sorrisos
Tropeços
Abraços
Sonhei com John Lennon
E imaginei um mundo só nosso
Quis buscar no vazio um simples olhar seu
Tentei encontrar entre as prateleiras da vida...
Meu coração jogado
Pra te presentear
Mas só eu tentei tudo !
Lutei uma guerra na sombra
Fui como um John Lennon sem Beatles
E na ceia da noite.
Minha boca vermelha de vinho tentou buscar
Seus beijos...
Pra descobrir que eles existem apenas
Nos meus sonhos !
Com beijos molhados
Mãos tremulas
Palavras sentidas
Imaginei momentos fotográficos
Sorrisos
Tropeços
Abraços
Sonhei com John Lennon
E imaginei um mundo só nosso
Quis buscar no vazio um simples olhar seu
Tentei encontrar entre as prateleiras da vida...
Meu coração jogado
Pra te presentear
Mas só eu tentei tudo !
Lutei uma guerra na sombra
Fui como um John Lennon sem Beatles
E na ceia da noite.
Minha boca vermelha de vinho tentou buscar
Seus beijos...
Pra descobrir que eles existem apenas
Nos meus sonhos !
domingo, 16 de dezembro de 2007
EXCLAMAÇÕES !
Tu me tens...
Mas não sabe !
Tu me enxerga...
Mas não vê !
Tu me beijas...
Mas não sente !
Tu me tocas...
Mas não percebe !
Me fazes chorar...
Mas não acredita !
Me deixas só...E duvida !
Me seduzes...
Mas me chama de frio !
Me abandonas...E me cobra presença !
Me desejas..
E quer mais !
Me amas...Mas sou um só !
Tranca todas janelas...
Mas escancara uma porta imensa !
Espalha-se por mim...
Mas não me deixa recolher nada !
Es sempre
Todo dia...Tu !
Agora não !
Chega de exclamações !
Quero dúvidas
Amo ?
Quero ?
Desejo ?
Não vou buscar respostas pra perguntas eternas...
Vou apenas viver
Eu e você
Ou...
Sozinho apenas !
Mas não sabe !
Tu me enxerga...
Mas não vê !
Tu me beijas...
Mas não sente !
Tu me tocas...
Mas não percebe !
Me fazes chorar...
Mas não acredita !
Me deixas só...E duvida !
Me seduzes...
Mas me chama de frio !
Me abandonas...E me cobra presença !
Me desejas..
E quer mais !
Me amas...Mas sou um só !
Tranca todas janelas...
Mas escancara uma porta imensa !
Espalha-se por mim...
Mas não me deixa recolher nada !
Es sempre
Todo dia...Tu !
Agora não !
Chega de exclamações !
Quero dúvidas
Amo ?
Quero ?
Desejo ?
Não vou buscar respostas pra perguntas eternas...
Vou apenas viver
Eu e você
Ou...
Sozinho apenas !
ANJO DE DEUS
Eu vi um anjo crucificado
Vi um anjo perder as asas e cair
Eu vi o anjo chorar
Vi apagar a luz do sol profundo
Que brilhava em seu corpo
Eu vi o manto cair
Vi o anjo bebendo o fel da amargura
Em becos e sarjetas da loucura
Ele sentiu na carne a lança que rasga pulmões
Avassaladora !
Sacrilégio meu Deus
Sacrilégio
Vou dar vazão ao sol
Vou curar feridas podres
Lançarei mão do sobrenatural
Pra livrar o anjo da cruz...
Pra tirar o anjo do chão !
Vi um anjo perder as asas e cair
Eu vi o anjo chorar
Vi apagar a luz do sol profundo
Que brilhava em seu corpo
Eu vi o manto cair
Vi o anjo bebendo o fel da amargura
Em becos e sarjetas da loucura
Ele sentiu na carne a lança que rasga pulmões
Avassaladora !
Sacrilégio meu Deus
Sacrilégio
Vou dar vazão ao sol
Vou curar feridas podres
Lançarei mão do sobrenatural
Pra livrar o anjo da cruz...
Pra tirar o anjo do chão !
INDIVÍDUO
Tenho na vida só o que ela me trás
Um cálice vazio
Um gole de pinga atrás
Tenho um carro velho
Um terno usado ( no bolso um trocado)
Promissória pra pagar
Dente cariado pra tratar
Mas eu vou a luta !
Cabeça raspada
Cabeça feita
Feito trapo amarrotado
Um bolso furado
No terno usado
No outro um trocado
Sem grana pra gastar
Sem fumo pra queimar
Sem vida pra lutar
Vou de poste em poste
Como cão...
Querendo lugar pra urinar
Nômade de um povo sem nome
De um povo sem raça
De um povo sem cor
Feito alma transparente
Minha vida se mistura aos tijolos do submundo
Tentando abrir pra mim
Um canto
Um beco
Um buraco profundo !
Um cálice vazio
Um gole de pinga atrás
Tenho um carro velho
Um terno usado ( no bolso um trocado)
Promissória pra pagar
Dente cariado pra tratar
Mas eu vou a luta !
Cabeça raspada
Cabeça feita
Feito trapo amarrotado
Um bolso furado
No terno usado
No outro um trocado
Sem grana pra gastar
Sem fumo pra queimar
Sem vida pra lutar
Vou de poste em poste
Como cão...
Querendo lugar pra urinar
Nômade de um povo sem nome
De um povo sem raça
De um povo sem cor
Feito alma transparente
Minha vida se mistura aos tijolos do submundo
Tentando abrir pra mim
Um canto
Um beco
Um buraco profundo !
FEBRE
Vem a noite
Vejo você chegando
Me abraçando
Estrelas brilham no céu
Você me beija
Eu tiro seu véu
A lua cheia se agita
Eu te amo...
Você grita !
Subitamente um cometa cruza o céu flamejante
Você me lambe
Me excita
Me faz teu amante !
Vejo você chegando
Me abraçando
Estrelas brilham no céu
Você me beija
Eu tiro seu véu
A lua cheia se agita
Eu te amo...
Você grita !
Subitamente um cometa cruza o céu flamejante
Você me lambe
Me excita
Me faz teu amante !
GURÍ
Cansei de crescer...
Voltarei a ser criança
Brincar de pique
Pular corda
Correr pelas árvores
Do pique- nique
Andar descalço
Com o dedo no nariz
Brincar de cela
Cantar
E ser feliz
Dormir e sonhar
Com heróis em quadrinhos
Acordar com o canto dos passarinhos
Ser criança é lindo
Amar sem pensar em namorar.
Poder imaginar que minha bicicleta
É foguete
Ou as lágrimas a escorrer pela boca
Sorvete
Comer morango
Morder uma pêra
Chupar uva
Se lambuzar com macaúva
Ser criança é simples...
Basta deitar e sonhar
E ao amanhecer...
Acordar !
Voltarei a ser criança
Brincar de pique
Pular corda
Correr pelas árvores
Do pique- nique
Andar descalço
Com o dedo no nariz
Brincar de cela
Cantar
E ser feliz
Dormir e sonhar
Com heróis em quadrinhos
Acordar com o canto dos passarinhos
Ser criança é lindo
Amar sem pensar em namorar.
Poder imaginar que minha bicicleta
É foguete
Ou as lágrimas a escorrer pela boca
Sorvete
Comer morango
Morder uma pêra
Chupar uva
Se lambuzar com macaúva
Ser criança é simples...
Basta deitar e sonhar
E ao amanhecer...
Acordar !
ILUMINADOS
Clara...claridade
Encanta
Decanta
Esperta
Desperta
Clara...claridadeAlimenta
Mata a sede
Mata a fome
Mata o homem
Clara...claridade
Desejo puro
Saudade...
Encanta
Decanta
Esperta
Desperta
Clara...claridadeAlimenta
Mata a sede
Mata a fome
Mata o homem
Clara...claridade
Desejo puro
Saudade...
FIM !
Então fica assim...
Vou morrer de amor
Mas só hoje !
Amanhã vou renascer
Em outros beijos
Deixa assim...
Eu te expulso de mim
Uma noite sozinho
Uma cama vazia
Nem final
Nem recomeço
Uma noite apenas
Mas deixa assim...
Que eu te expulso de mim !
Vou morrer de amor
Mas só hoje !
Amanhã vou renascer
Em outros beijos
Deixa assim...
Eu te expulso de mim
Uma noite sozinho
Uma cama vazia
Nem final
Nem recomeço
Uma noite apenas
Mas deixa assim...
Que eu te expulso de mim !
BANDOLERO
Sobre a sela do meu alazão
Sinto a saudade que arde no peito da mulher amada
Que um dia deixei...
Nas terras do meu sertão
Um dia me ensinaram que o homem não tem fronteiras
Sou peão violeiro
Vagabundo confesso
E sigo meu destino... sobre meu alazão
Com meu chapéu de sombra e um bornal na mão
Mas a lembrança que bate no peito
Cala também meu violão
Não há peão
Nem a sertão
Que resista a uma saudade que dói
No coração !
Sinto a saudade que arde no peito da mulher amada
Que um dia deixei...
Nas terras do meu sertão
Um dia me ensinaram que o homem não tem fronteiras
Sou peão violeiro
Vagabundo confesso
E sigo meu destino... sobre meu alazão
Com meu chapéu de sombra e um bornal na mão
Mas a lembrança que bate no peito
Cala também meu violão
Não há peão
Nem a sertão
Que resista a uma saudade que dói
No coração !
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
TRAVESSEIRO USADO
Jogaram fora meu travesseiro
Meu velho travesseiro
Só porque era antigo
Rasgado
Amarelado sim..
E daí ?
Jogaram aquele que me ouvia
Aquele que recolhia minhas lágrimas
Que sonhava meus sonhos
Que acordava assustado com meus pesadelos
Jogaram fora meu velho travesseiro amarelado
Jogaram com ele meus sonhos
Minhas lágrimas porta afora !
Não quero um outro travesseiro
De que vale um moderno
Com design avançado
Eu não quero novas lágrimas
Nem quero novas lembranças
Quero meu velho travesseiro
Aquele que beijou as mulheres que beijei
Aquele que amou as mulheres que amei...
Quero meu travesseiro velho
Pra que eu possa ter de volta as lembranças
Que perdi !
Meu velho travesseiro
Só porque era antigo
Rasgado
Amarelado sim..
E daí ?
Jogaram aquele que me ouvia
Aquele que recolhia minhas lágrimas
Que sonhava meus sonhos
Que acordava assustado com meus pesadelos
Jogaram fora meu velho travesseiro amarelado
Jogaram com ele meus sonhos
Minhas lágrimas porta afora !
Não quero um outro travesseiro
De que vale um moderno
Com design avançado
Eu não quero novas lágrimas
Nem quero novas lembranças
Quero meu velho travesseiro
Aquele que beijou as mulheres que beijei
Aquele que amou as mulheres que amei...
Quero meu travesseiro velho
Pra que eu possa ter de volta as lembranças
Que perdi !
terça-feira, 20 de novembro de 2007
SUICÍDIO
Angustiado o homem escala o penhasco
Preso em seus pensamentos
Vagando e divagando
Noutra vida
Bate asas a gaivota
Linda como um falcão
Gaivota leve
Gaivota branca
O homem chega ao topo do penhasco
No limite das amarguras
Dos desamores
Dos pecados
A gaivota voa soberana sobre o homem
Voa linda
Absoluta
E sobre ele se posta
O homem salta pro infinito de suas lembranças
Salta pra alivio de sua alma sufocada
Salta pra alegria dos indecentes
Salta
E como pedra chega ao fundo
Ao fim !
O homem morre...
A gaivota mergulha
Não há mais homem
Não há mais pássaros !
Preso em seus pensamentos
Vagando e divagando
Noutra vida
Bate asas a gaivota
Linda como um falcão
Gaivota leve
Gaivota branca
O homem chega ao topo do penhasco
No limite das amarguras
Dos desamores
Dos pecados
A gaivota voa soberana sobre o homem
Voa linda
Absoluta
E sobre ele se posta
O homem salta pro infinito de suas lembranças
Salta pra alivio de sua alma sufocada
Salta pra alegria dos indecentes
Salta
E como pedra chega ao fundo
Ao fim !
O homem morre...
A gaivota mergulha
Não há mais homem
Não há mais pássaros !
SENTIMENTO VAGO
Parti numa nau sem rumo
A caminho do horizonte...
Sem fronteiras
Sem lembranças
Nem saudades !
Parti numa nau rumo ao horizonte sem fim
Marinheiro só
De um barco apenas
Mas a noite...No escuro do oceano
Uma luz forte
Um Farol ao longe
No limiar dos meus sentimentos
Acordei !
A caminho do horizonte...
Sem fronteiras
Sem lembranças
Nem saudades !
Parti numa nau rumo ao horizonte sem fim
Marinheiro só
De um barco apenas
Mas a noite...No escuro do oceano
Uma luz forte
Um Farol ao longe
No limiar dos meus sentimentos
Acordei !
NOSFERATU
De repente na escuridão da noite...
A mão gélida alcançou meu braço, Jogando-me contra as arvores.
Paralisei-me em transe!
Uma gota gelada de suor escorreu por minhas costas, invadindo-me entre as pernas.
Arrepiei.
A língua tensa e pertubadora passeou em minha nuca...meu corpo tremia em pânico, as palavras não saiam de minha boca, apenas sussurros de perdão:
- Deus perdoa-me.... onde estás agora ?
Sentia o calor da respiração ofegante próxima dos meus ouvidos,
não podia vê- lo,
nem tocar-lhe parte alguma.
Meu coração acelerado provocava em mim uma onda intensa de tremores.
Sua mão começou a explorar meu corpo por entre meus tecidos...
Confesso que tentei fugir mas a presença daquele ser místico me impelia a ficar.
Arrancou-me o vestido com uma força avassaladora, e antes que pudesse protestar
Penetrou-me !
forte e vigorosamente...
Percebi uma lágrima que descia dos meus olhos mas nem de longe me senti sofrendo...
Era o gozo que chegava ardente como nunca antes.
Gozo alucinado
Gozo adormecido por anos que agora me consumia de prazer !
Mordia-me toda enquanto me amassava contra as árvores da floresta, meu corpo cansado não se rendia enquanto me invadia.
Foram horas de suplicio onde como escrava conheci todas as formas de perversão.
Enfim, entre urros e gemidos de pura loucura, meu oponente se rendeu .
E agora sim, cansado pela batalha travada, se entregou aos meus braços, beijando meus seios uma única vez em toda a noite.
Juro que tentei ver seu rosto, mas um súbito desaparecimento da lua... talvez constrangida por presenciar em silencio tamanha defloração me impediu de reparar seus traços.
Após momentos onde o silencio angustiante reinou absoluto ele levantou –se e sumiu nas trevas da madrugada.
Fiquei ali, esperando que o sol chegasse e me banhasse com seus raios luminosos, meu corpo ardia enquanto pequenas gotas do meu sangue se formavam na pele.
Por anos voltei pra floresta em busca do meu ser divino, meu doce monstro que amei um dia, mas ele nunca mais voltou !
Hoje sei que anjos e demônios somos nós, qualquer um...
Qualquer pessoa !
A mão gélida alcançou meu braço, Jogando-me contra as arvores.
Paralisei-me em transe!
Uma gota gelada de suor escorreu por minhas costas, invadindo-me entre as pernas.
Arrepiei.
A língua tensa e pertubadora passeou em minha nuca...meu corpo tremia em pânico, as palavras não saiam de minha boca, apenas sussurros de perdão:
- Deus perdoa-me.... onde estás agora ?
Sentia o calor da respiração ofegante próxima dos meus ouvidos,
não podia vê- lo,
nem tocar-lhe parte alguma.
Meu coração acelerado provocava em mim uma onda intensa de tremores.
Sua mão começou a explorar meu corpo por entre meus tecidos...
Confesso que tentei fugir mas a presença daquele ser místico me impelia a ficar.
Arrancou-me o vestido com uma força avassaladora, e antes que pudesse protestar
Penetrou-me !
forte e vigorosamente...
Percebi uma lágrima que descia dos meus olhos mas nem de longe me senti sofrendo...
Era o gozo que chegava ardente como nunca antes.
Gozo alucinado
Gozo adormecido por anos que agora me consumia de prazer !
Mordia-me toda enquanto me amassava contra as árvores da floresta, meu corpo cansado não se rendia enquanto me invadia.
Foram horas de suplicio onde como escrava conheci todas as formas de perversão.
Enfim, entre urros e gemidos de pura loucura, meu oponente se rendeu .
E agora sim, cansado pela batalha travada, se entregou aos meus braços, beijando meus seios uma única vez em toda a noite.
Juro que tentei ver seu rosto, mas um súbito desaparecimento da lua... talvez constrangida por presenciar em silencio tamanha defloração me impediu de reparar seus traços.
Após momentos onde o silencio angustiante reinou absoluto ele levantou –se e sumiu nas trevas da madrugada.
Fiquei ali, esperando que o sol chegasse e me banhasse com seus raios luminosos, meu corpo ardia enquanto pequenas gotas do meu sangue se formavam na pele.
Por anos voltei pra floresta em busca do meu ser divino, meu doce monstro que amei um dia, mas ele nunca mais voltou !
Hoje sei que anjos e demônios somos nós, qualquer um...
Qualquer pessoa !
DIVA
Morte
Pra me conquistar Esteja nua
Morte
Venha sedutora
De realismo Estou farto !
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado.
Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte
Me domine !
Mas antes me ame...
Me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça
Morte
Quero amor
Morte!
Maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue
Domine
Seduza
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da ignorância humana
Morte
Mesmo linda
Não me seduz !
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho
Sem forma
Sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte !
Nem venhaChegou tarde
Do pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E você morte... Atrasou !
Pra me conquistar Esteja nua
Morte
Venha sedutora
De realismo Estou farto !
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado.
Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte
Me domine !
Mas antes me ame...
Me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça
Morte
Quero amor
Morte!
Maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue
Domine
Seduza
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da ignorância humana
Morte
Mesmo linda
Não me seduz !
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho
Sem forma
Sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte !
Nem venhaChegou tarde
Do pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E você morte... Atrasou !
DISSABOR
Num copo de cólera
Por entre tragos e estragos
Eu te perdi
Não sobrou beijo ou abraço
Pra contar
Nem um oi pra se falar
Na poeira do meu peito
Você se mandou
Como um tufão
Tristeza
Dor
Solidão
Rastros de lembrança que não se quer
Perfume azedo de uma qualquer
Mas foi isso !
Noite após noite
Te procurei
E foi num copo de cólera
Por entre tragos e estragos
Que te encontrei
Valha-me Deus nova bebida
Pois dessa amarga
Só me sobrou
Feridas
Isso é o fim !
Por entre tragos e estragos
Eu te perdi
Não sobrou beijo ou abraço
Pra contar
Nem um oi pra se falar
Na poeira do meu peito
Você se mandou
Como um tufão
Tristeza
Dor
Solidão
Rastros de lembrança que não se quer
Perfume azedo de uma qualquer
Mas foi isso !
Noite após noite
Te procurei
E foi num copo de cólera
Por entre tragos e estragos
Que te encontrei
Valha-me Deus nova bebida
Pois dessa amarga
Só me sobrou
Feridas
Isso é o fim !
CAMINHOS
Quantas vezes andei em círculos
Sem nada achar
Sem nada ter
Quantas vezes poupei lágrimas
Quanta dor eu sufoquei
Eu nasci
Eu dancei
Sou humano como humano qualquer
Um tanto homem
Tanto mulher...
Pra que esfriar no peito o amor machucado
Pra que estancar o sangue desse corpo magoado
Devo parar de sofrer
Deitar na cama e enlouquecer
Devo parar de lamentar
Abrir o peito e gargalhar
Devo parar...
Vou correr o mundo e te encontrar
Abraçar
Sentir
Deitar na cama outra vez e enlouquecer de tanto amar
você
Sem nada achar
Sem nada ter
Quantas vezes poupei lágrimas
Quanta dor eu sufoquei
Eu nasci
Eu dancei
Sou humano como humano qualquer
Um tanto homem
Tanto mulher...
Pra que esfriar no peito o amor machucado
Pra que estancar o sangue desse corpo magoado
Devo parar de sofrer
Deitar na cama e enlouquecer
Devo parar de lamentar
Abrir o peito e gargalhar
Devo parar...
Vou correr o mundo e te encontrar
Abraçar
Sentir
Deitar na cama outra vez e enlouquecer de tanto amar
você
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
DOR
Meus olhos já não enxergam os seus
Meus lábios já não te beijam mais
Hoje já não sinto seu sabor
O calor que me dava
Já não me aquece mais
Onde está sua mão que antes me bagunçava
Os cabelos
Onde estão suas pernas que me embolavam
E embalavam
Hoje eu não sinto seu amor
Hoje eu não sinto seus seios em mim
Hoje eu só sinto dor
Hoje eu já nem sei mais de mim
Meus lábios já não te beijam mais
Hoje já não sinto seu sabor
O calor que me dava
Já não me aquece mais
Onde está sua mão que antes me bagunçava
Os cabelos
Onde estão suas pernas que me embolavam
E embalavam
Hoje eu não sinto seu amor
Hoje eu não sinto seus seios em mim
Hoje eu só sinto dor
Hoje eu já nem sei mais de mim
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
TESTAMENTO
Meus cabelos crescem a medida que o os anos passam
Cobrindo já boa parte de meu rosto
A barba um tanto branca já não Esconde as rugas
Que o tempo nos trás
Minhas mãos invergam as marcas
Da vida que levei
Nela estão tatuadas meus momentos
Meus amores
Minhas dores
Os pesos que já carreguei
As mulheres que já amei
Sobre meu peito antes forte
Agora descansa um pijama que me protege do frio
Mas não estanca a saudade
No coração agora enfraquecido
Já existiu um amor que perdi
Por rancor
As pernas outrora belas e musculosas
Hoje apóiam-se por bengalas
Sigo a passos lentos mas convictos
Pro meu fim
Hoje descobri que de testamento vou deixar
Os amores perdidos e conquistados
Os beijos que dei
Os beijos que perdi
Deixo a fé em Deus
E a que não tive em mim
Deixo lágrimas de amargura
E o desperdício por não chorar mais de alegria
O dia que passou não volta mais !
Cobrindo já boa parte de meu rosto
A barba um tanto branca já não Esconde as rugas
Que o tempo nos trás
Minhas mãos invergam as marcas
Da vida que levei
Nela estão tatuadas meus momentos
Meus amores
Minhas dores
Os pesos que já carreguei
As mulheres que já amei
Sobre meu peito antes forte
Agora descansa um pijama que me protege do frio
Mas não estanca a saudade
No coração agora enfraquecido
Já existiu um amor que perdi
Por rancor
As pernas outrora belas e musculosas
Hoje apóiam-se por bengalas
Sigo a passos lentos mas convictos
Pro meu fim
Hoje descobri que de testamento vou deixar
Os amores perdidos e conquistados
Os beijos que dei
Os beijos que perdi
Deixo a fé em Deus
E a que não tive em mim
Deixo lágrimas de amargura
E o desperdício por não chorar mais de alegria
O dia que passou não volta mais !
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
FESTA DE BACO
Quero sexo !
Pegadas
Mordidas
Tapas
Gritos malucos
Mãos agitadas
Quero sexo !
Muito e de várias formas
Rápido e alucinado
Suruba aflita
Constante
Inconseqüente
Perdida
Sem saída
Sem fim
Quero sexo !
Cânticos de agonia
Mistura de odor
Urros e gemidos
Prazer e dor
Sucumbidos
Quero sexo !
Mascarado
Escondido ou escancarado
Tanto faz
É apenas sexo !
Pegadas
Mordidas
Tapas
Gritos malucos
Mãos agitadas
Quero sexo !
Muito e de várias formas
Rápido e alucinado
Suruba aflita
Constante
Inconseqüente
Perdida
Sem saída
Sem fim
Quero sexo !
Cânticos de agonia
Mistura de odor
Urros e gemidos
Prazer e dor
Sucumbidos
Quero sexo !
Mascarado
Escondido ou escancarado
Tanto faz
É apenas sexo !
QUATRO ESTAÇÕES HUMANAS
Existem dias que são como um entardecer de primavera
Lindos Coloridos...Mágicos mesmo
Existem dias quentes como o mais forte verão tropical
Enlouquecedores
Delirantes
Insensatos e apaixonantes
Existem dias mornos como o pobre outono
Nem muito amor
Nem tristezas ou alegrias
Nem muita dor
Existem dias frios e chorosos como o chuvoso inverno
Escuro
Sem vida
Sem amor
Sem sorrisos nem olhares
Sem abraços ou beijos
Mas cada estação tem seu tempo e assim como todo frio acaba um dia
Pra que o verão apareça
Ou que cada outono nos prepare o terreno pras flores da primavera
Minha alma segue assim...toda linda com as flores que me alegram os olhos
Quente e apaixonada como sol que queima fundo nossa pele
As vezes reclusa e indecisa como um outono morno
E muitas vezes triste como o pior inverno
Mesmo sabendo que um novo ciclo recomeça
Que terei novas flores
Novas paixões de verão
Novas indecisões no outono
E claro...
Minhas velhas lágrimas frias !
Lindos Coloridos...Mágicos mesmo
Existem dias quentes como o mais forte verão tropical
Enlouquecedores
Delirantes
Insensatos e apaixonantes
Existem dias mornos como o pobre outono
Nem muito amor
Nem tristezas ou alegrias
Nem muita dor
Existem dias frios e chorosos como o chuvoso inverno
Escuro
Sem vida
Sem amor
Sem sorrisos nem olhares
Sem abraços ou beijos
Mas cada estação tem seu tempo e assim como todo frio acaba um dia
Pra que o verão apareça
Ou que cada outono nos prepare o terreno pras flores da primavera
Minha alma segue assim...toda linda com as flores que me alegram os olhos
Quente e apaixonada como sol que queima fundo nossa pele
As vezes reclusa e indecisa como um outono morno
E muitas vezes triste como o pior inverno
Mesmo sabendo que um novo ciclo recomeça
Que terei novas flores
Novas paixões de verão
Novas indecisões no outono
E claro...
Minhas velhas lágrimas frias !
terça-feira, 23 de outubro de 2007
VAMPIRO
A boca desceu faminta
Assaltou meu pescoço
Um rastro de sangue escorreu
Em meus contornos
Vindo morrer no bico rijo do
Meu seio esquerdo
Meu coração acelerou
Ah medida que minha jugular
Sangrava jatos vermelhos
Borrando a parede...
Inundando a sala
Suas mãos se meteram em mim
E somente sua sombra enegrecida
Eu vislumbrava
Mão gelada
Impiedosa
Arrancava de mim suspiros
Sussurros inaudíveis
sofreguidão
Me sentia morrendo
Minuto a minuto
Sem ar
Sem fôlego
Sem chão
Doce vampiro
Que desejei um dia
Maldito homem
Que agora
Me consumia
Sangrou-me a alma
A noite toda
Acabando a vida
Que em mim existia
Agora me leva
Ao castelo
Me deite em seu caixão
Já não sou corpo nem alma
Sou vento
Sou fogo
Sou pura paixão
Assaltou meu pescoço
Um rastro de sangue escorreu
Em meus contornos
Vindo morrer no bico rijo do
Meu seio esquerdo
Meu coração acelerou
Ah medida que minha jugular
Sangrava jatos vermelhos
Borrando a parede...
Inundando a sala
Suas mãos se meteram em mim
E somente sua sombra enegrecida
Eu vislumbrava
Mão gelada
Impiedosa
Arrancava de mim suspiros
Sussurros inaudíveis
sofreguidão
Me sentia morrendo
Minuto a minuto
Sem ar
Sem fôlego
Sem chão
Doce vampiro
Que desejei um dia
Maldito homem
Que agora
Me consumia
Sangrou-me a alma
A noite toda
Acabando a vida
Que em mim existia
Agora me leva
Ao castelo
Me deite em seu caixão
Já não sou corpo nem alma
Sou vento
Sou fogo
Sou pura paixão
O COPO
O copo refletia meus olhos marejados
E tentava recolher o que de mim despencava
Dos olhos cansados
O copo gelado tremia em minhas mãos indecisas
Provocando ondas infinitas em seu interior devasso
O transparente copo me convidava a mexer seu liquido com os dedos
Me lembrei você
Seu corpo nesse copo
Esse copo em seu corpo
O copo
Na medida dos teus seios
O movimento dele em minhas mãos
Imitando seu quadril em mim
Copo indecente
Copo maldito..
Aproveita-se de mim copo
Um homem só e aflito
Apenas um copo
E lembro você
Vou te arremessar porta a fora copo de vidro
Sem graça e sem vida..
Garçom ?
Trás - me a garrafa
Porque te quero inteira
Um copo
Um corpo apenas !
E tentava recolher o que de mim despencava
Dos olhos cansados
O copo gelado tremia em minhas mãos indecisas
Provocando ondas infinitas em seu interior devasso
O transparente copo me convidava a mexer seu liquido com os dedos
Me lembrei você
Seu corpo nesse copo
Esse copo em seu corpo
O copo
Na medida dos teus seios
O movimento dele em minhas mãos
Imitando seu quadril em mim
Copo indecente
Copo maldito..
Aproveita-se de mim copo
Um homem só e aflito
Apenas um copo
E lembro você
Vou te arremessar porta a fora copo de vidro
Sem graça e sem vida..
Garçom ?
Trás - me a garrafa
Porque te quero inteira
Um copo
Um corpo apenas !
AMENIDADES
Bata-me !
Faça-me sangrar
Não te quero em dízimos
Te quero inteira
De uma vez
Quero meu momento de loucura
Um dia de festa na cama
Me leve as alturas
Quero bocas e mãos
Mãos e bocas perdidas
Vem que te pego
Morde a fronha
Grite !
Rasgue os velhos travesseiros
Quero chuva de penas
Pernas e penas
Apenas !
Não me suporte por muito tempo
Apenas me comporte por um tempo
Em você
Morda-me !
Faça-me suar
Não te quero em doses
Quero embriagues de alma
Vou buscar suas mãos perdidas
Beijar sua boca escondida
Grita meu nome
Eu te devoro
Quero anarquia
Hoje é dia de pernas e penas
Apenas !
Faça-me sangrar
Não te quero em dízimos
Te quero inteira
De uma vez
Quero meu momento de loucura
Um dia de festa na cama
Me leve as alturas
Quero bocas e mãos
Mãos e bocas perdidas
Vem que te pego
Morde a fronha
Grite !
Rasgue os velhos travesseiros
Quero chuva de penas
Pernas e penas
Apenas !
Não me suporte por muito tempo
Apenas me comporte por um tempo
Em você
Morda-me !
Faça-me suar
Não te quero em doses
Quero embriagues de alma
Vou buscar suas mãos perdidas
Beijar sua boca escondida
Grita meu nome
Eu te devoro
Quero anarquia
Hoje é dia de pernas e penas
Apenas !
AVENTURA
As curvas eram sinuosas e um tanto perigosas
Eu era um Robson Crusoé...
Você minha ilha perdida.
Em cada toque um mistério
Em cada cheiro um desejo
Em cada abraço uma fuga
Em cada beijo uma paixão
Sou um sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
Seu olhar eu busquei entre quedas e arranhões
Seu cabelo escalei, feito alpinista
No Everest.
Pra você eu fui Van Helsing
Sem fugir de sua magia
Nem Narciso nesta ilha ah você resitiria
Sou sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
Eu era um Robson Crusoé...
Você minha ilha perdida.
Em cada toque um mistério
Em cada cheiro um desejo
Em cada abraço uma fuga
Em cada beijo uma paixão
Sou um sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
Seu olhar eu busquei entre quedas e arranhões
Seu cabelo escalei, feito alpinista
No Everest.
Pra você eu fui Van Helsing
Sem fugir de sua magia
Nem Narciso nesta ilha ah você resitiria
Sou sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
BENÇÃO
Teus benditos seios pousando minha mão
Tuas coxas nuas e iluminadas a deslizar
Por meu corpo.
Pelos arrepiados
Mãos trêmulas
Suor frio !
Que sublime visão me assombra
De tão abençoada criação
Envolvendo meu ser
Me transformando em paixão !
Tombei no mármore frio
Ardendo em desejo
Meu espírito gritava...queria fugir
Prendeu-me ao pés da Santa
Santa loucura
Santa perdição
Santa minha, que despiu-se do véu
E me amou !
Dizem uns: sacrilégio
Dizem outros : pecadoresquanto a mim ?
Digo que deitei aos olhos do Pai...
E amei !
Tuas coxas nuas e iluminadas a deslizar
Por meu corpo.
Pelos arrepiados
Mãos trêmulas
Suor frio !
Que sublime visão me assombra
De tão abençoada criação
Envolvendo meu ser
Me transformando em paixão !
Tombei no mármore frio
Ardendo em desejo
Meu espírito gritava...queria fugir
Prendeu-me ao pés da Santa
Santa loucura
Santa perdição
Santa minha, que despiu-se do véu
E me amou !
Dizem uns: sacrilégio
Dizem outros : pecadoresquanto a mim ?
Digo que deitei aos olhos do Pai...
E amei !
UMA BREVE ESTÓRIA DE AMOR !
Certa noite fria de inverno ao fechar minha janela vi que a lua me trazia um presente, era você que num vestido branco assentou-se em minha janela e com olhos brilhando beijou-me os lábios. Te peguei no colo e docemente nos deitamos em minha cama.
Naquela noite tornei-me homem e feliz !
Infelizmente o sol com seu fogo te levou embora
quando expulsou a lua e tomou seu lugar.
Esperei.
Durante muito tempo tua presença invadia minhas noites, eram horas alucinantes da mais pura e intensa paixão.
Mas o sol com sua inveja sempre voltava pra acabar com nossa história.
Os dias e horas, se tornaram suplicantes e longas...
Quando o crepúsculo chegava me punha na janela a rezar :
Lua
Você é a coisa mais linda do universo !
É um retrato em forma de verso .
Então como encanto a lua se postava sobre mim e me entregava você.
Mas certa noite fria de inverno ao abrir minha janela pra você entrar, gotas geladas
De chuva tomaram meu rosto.
Olhei assustado e vi que a lua chorava
ela veio sozinha...
Então, desolado e triste, recostei-me na janela e pus-me a rezar:
Lua
Você foi a coisa mais linda do universo
Era um retrato em forma de verso.
Finalmente dei vivas ao sol que chegava enxugando meu rosto das lágrimas da lua
E descobri que por mais que doa uma despedida
Existe sempre um novo dia !
Naquela noite tornei-me homem e feliz !
Infelizmente o sol com seu fogo te levou embora
quando expulsou a lua e tomou seu lugar.
Esperei.
Durante muito tempo tua presença invadia minhas noites, eram horas alucinantes da mais pura e intensa paixão.
Mas o sol com sua inveja sempre voltava pra acabar com nossa história.
Os dias e horas, se tornaram suplicantes e longas...
Quando o crepúsculo chegava me punha na janela a rezar :
Lua
Você é a coisa mais linda do universo !
É um retrato em forma de verso .
Então como encanto a lua se postava sobre mim e me entregava você.
Mas certa noite fria de inverno ao abrir minha janela pra você entrar, gotas geladas
De chuva tomaram meu rosto.
Olhei assustado e vi que a lua chorava
ela veio sozinha...
Então, desolado e triste, recostei-me na janela e pus-me a rezar:
Lua
Você foi a coisa mais linda do universo
Era um retrato em forma de verso.
Finalmente dei vivas ao sol que chegava enxugando meu rosto das lágrimas da lua
E descobri que por mais que doa uma despedida
Existe sempre um novo dia !
CIDADE DAS ALMAS
Vejo pessoas na cidade
Multidões !
Bocas que se encontram
Mãos que se dão
Lábios que falam
Almas que ouvem
Eu não !
Sou solidão...desejo que falta
Beijo sem boca
Lábios que gritam...vazios de alma
Eu sou a mão que falta.
Vejo vida na cidade
Luzes...buzinas alucinadas
Seres pensantes
Pensamentos alucinantes
Eu não !
Sou sobrevivente apenas
Sou pensamentos calcinados
Sem buzinas
Sem chamados
Eu sou estrada de mão única
Eu não volto mais
Porque nem sei pra onde vou !
Multidões !
Bocas que se encontram
Mãos que se dão
Lábios que falam
Almas que ouvem
Eu não !
Sou solidão...desejo que falta
Beijo sem boca
Lábios que gritam...vazios de alma
Eu sou a mão que falta.
Vejo vida na cidade
Luzes...buzinas alucinadas
Seres pensantes
Pensamentos alucinantes
Eu não !
Sou sobrevivente apenas
Sou pensamentos calcinados
Sem buzinas
Sem chamados
Eu sou estrada de mão única
Eu não volto mais
Porque nem sei pra onde vou !
CRONICA DA MORTE
A morte em seu manto negro me disse:
Tua hora chegou !
Assustado indaguei:
Santa morte porque me tomas assim...de assalto ?
A morte então sentou em minha cama e desabou em lágrimas
- hoje já não sou exclusiva, o homem tomou meu lugar.
Então, num gesto dócil e inseguro ela deitou-se em meu colo
Como a pedir abrigo.
Durante horas ouvi o desabafo de um ser divino...
Sem saber o que dizer.
Pousei minha mão sobre seu corpo e vi que a morte era humana.
Perdi completamente o medo
E num gesto de solidariedade...
Fui com ela !
Noutro dia, a morte em seu manto negro disse ao homem:
Tua hora chegou !
Ele assustado indagou :
Santa morte...
Tua hora chegou !
Assustado indaguei:
Santa morte porque me tomas assim...de assalto ?
A morte então sentou em minha cama e desabou em lágrimas
- hoje já não sou exclusiva, o homem tomou meu lugar.
Então, num gesto dócil e inseguro ela deitou-se em meu colo
Como a pedir abrigo.
Durante horas ouvi o desabafo de um ser divino...
Sem saber o que dizer.
Pousei minha mão sobre seu corpo e vi que a morte era humana.
Perdi completamente o medo
E num gesto de solidariedade...
Fui com ela !
Noutro dia, a morte em seu manto negro disse ao homem:
Tua hora chegou !
Ele assustado indagou :
Santa morte...
DESPEDIDA
Hoje é dia de mudar
Trocar as roupas velhas
Limpas as gavetas
Escancarar portas e janelas
Jogar fora chaves e trancas
Chega de palavras mudas
Sinais sem gestos
Passos sem rumo
Mãos que não pegam
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi e eu fiquei
Não há mais palavras mudas
Nem sinais
Nem passos
Restaram as mãos que me enxugam o rosto
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi....
Eu fiquei
Trocar as roupas velhas
Limpas as gavetas
Escancarar portas e janelas
Jogar fora chaves e trancas
Chega de palavras mudas
Sinais sem gestos
Passos sem rumo
Mãos que não pegam
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi e eu fiquei
Não há mais palavras mudas
Nem sinais
Nem passos
Restaram as mãos que me enxugam o rosto
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi....
Eu fiquei
DIVINA COMÉDIA
Acabou !
Bebamos um último gole de champagne
Feliz quem sonhou !
Apaguem a luz da minha alma
Desmontem o cenário
Não há mais show
Dispensem os garçons
Meu cálice sirvo sozinho
Pena não ouvir os aplausos uma última vez
Desta vez não vai haver reverencia.
Ainda vou ficar mais um tempo
Quero sentir o cheiro da correria
Diga aos atores que foram ótimos
Mas esse ato é meu !
“ O espetáculo MINHA VIDA chega ao fim por falta de público “
É esta a manchete do jornal na mão do garoto.
Afinal:
Já fiz um livro
Já fiz dois filhos
Plantei uma árvore
Atendi ao poeta !
Já fiz uma vida
Não vou mais subir ao palco
Pra encenar outra
Voltarei a ser caixeiro
Um viajante
As areias do tempo não voltam mais !
Bebamos um último gole de champagne
Feliz quem sonhou !
Apaguem a luz da minha alma
Desmontem o cenário
Não há mais show
Dispensem os garçons
Meu cálice sirvo sozinho
Pena não ouvir os aplausos uma última vez
Desta vez não vai haver reverencia.
Ainda vou ficar mais um tempo
Quero sentir o cheiro da correria
Diga aos atores que foram ótimos
Mas esse ato é meu !
“ O espetáculo MINHA VIDA chega ao fim por falta de público “
É esta a manchete do jornal na mão do garoto.
Afinal:
Já fiz um livro
Já fiz dois filhos
Plantei uma árvore
Atendi ao poeta !
Já fiz uma vida
Não vou mais subir ao palco
Pra encenar outra
Voltarei a ser caixeiro
Um viajante
As areias do tempo não voltam mais !
GOTAS
Outro dia rolaram-me lágrimas face abaixo
Não que tenham sido as primeiras
Elas já rolaram um dia
Mas nesse dia precisamente
Me questionei
lágrimas porque ?
No entanto as lágrimas
Incessantes e confusas
Rolavam perdidas
Morrendo em meus lábios
Que trêmulos e saudosos
Da boca sua
se mexiam
Novamente questionei
Lágrimas porque ?
Sou homem de corpo largo
Existe em mim ainda
Muitos contornos
Para uma lágrima
Percorrer
Assustei-me
Imaginando ainda Quantos questionamentos
Invadiriam minha alma Em cada gota derramada
Resolvi deixar passivamente
Que essas lágrimas sem rumo
Encontrassem seu destino final
Foram tantos lugares percorridos
Tantos questionamentos
Impostos...
Elas simplesmente não cessavam
Mas então uma ultima gota
Caiu direto dos meus olhos
Cansados
Molhando a terra
Meus questionamentos
Acabaram
Minhas lágrimas
Secaram
Conclusão não há !
Lágrimas sempre vão rolar.
Não que tenham sido as primeiras
Elas já rolaram um dia
Mas nesse dia precisamente
Me questionei
lágrimas porque ?
No entanto as lágrimas
Incessantes e confusas
Rolavam perdidas
Morrendo em meus lábios
Que trêmulos e saudosos
Da boca sua
se mexiam
Novamente questionei
Lágrimas porque ?
Sou homem de corpo largo
Existe em mim ainda
Muitos contornos
Para uma lágrima
Percorrer
Assustei-me
Imaginando ainda Quantos questionamentos
Invadiriam minha alma Em cada gota derramada
Resolvi deixar passivamente
Que essas lágrimas sem rumo
Encontrassem seu destino final
Foram tantos lugares percorridos
Tantos questionamentos
Impostos...
Elas simplesmente não cessavam
Mas então uma ultima gota
Caiu direto dos meus olhos
Cansados
Molhando a terra
Meus questionamentos
Acabaram
Minhas lágrimas
Secaram
Conclusão não há !
Lágrimas sempre vão rolar.
ÉBRIO
Um gole de pinga caiu amargo no meu peito
Caiu de quatro...derrotado
Um gole de pinga queimou meu corpo machucado
Retalhou minhas lembranças
Afogou meu grito sufocado !
Um gole de pinga atirou meus sonhos
Porta afora
Um gole de pinga
Marvada pinga
Umbral dos lazarentos
Das paixões de noite só
De uma cama só
De um gole apenas !
Caiu de quatro...derrotado
Um gole de pinga queimou meu corpo machucado
Retalhou minhas lembranças
Afogou meu grito sufocado !
Um gole de pinga atirou meus sonhos
Porta afora
Um gole de pinga
Marvada pinga
Umbral dos lazarentos
Das paixões de noite só
De uma cama só
De um gole apenas !
DESABAFO
Me embriaguei de você
Foi muito beijo
Muita troca
Meu amor
Acho até que exagerei
Me viciei por você
Sexo sem fim
Dia a dia...noite e dia
Com você extrapolei
Agora alucinado
Pura paixão
Você conseguiu
Me drogou e sumiu
vou te expelir de mim
Meu vicio
Vomitar seu perfume
Vou sangrar sua imagem
Meu vicio
To na sargeta
mas mereço
to de costas pra vida
to na merda
mas agradeço
vou me libertar de você
te expulsar de meu corpo
te banir de mim
e vou tentar
tentar ser feliz
sem você e sem mim
apenas feliz !
Foi muito beijo
Muita troca
Meu amor
Acho até que exagerei
Me viciei por você
Sexo sem fim
Dia a dia...noite e dia
Com você extrapolei
Agora alucinado
Pura paixão
Você conseguiu
Me drogou e sumiu
vou te expelir de mim
Meu vicio
Vomitar seu perfume
Vou sangrar sua imagem
Meu vicio
To na sargeta
mas mereço
to de costas pra vida
to na merda
mas agradeço
vou me libertar de você
te expulsar de meu corpo
te banir de mim
e vou tentar
tentar ser feliz
sem você e sem mim
apenas feliz !
ETERNA DIVA
Morte, pra me conquistar
Esteja nua
Morte, venha sedutora
Porque de realismo
Estou farto
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte se vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde
Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado. Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte me domine !
Mas antes me ame...me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça morte
quero amor
Morte! maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue...domine...seduza
Que eu vou...
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da
Ignorância humana
Morte mesmo linda
Não me seduz não
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho, morte
Sem forma, sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte ! nem venhachegou tarde
Do´pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E vc morte !atrasou...
Esteja nua
Morte, venha sedutora
Porque de realismo
Estou farto
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte se vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde
Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado. Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte me domine !
Mas antes me ame...me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça morte
quero amor
Morte! maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue...domine...seduza
Que eu vou...
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da
Ignorância humana
Morte mesmo linda
Não me seduz não
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho, morte
Sem forma, sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte ! nem venhachegou tarde
Do´pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E vc morte !atrasou...
PENSAMENTOS
Pouco me importa de que é feita a vida
De tudo que sei
Não foi o que a vida me ensinou
Ou algum silencio triste me mostrou
Do pouco que nada sei
Sei de amor
Se vampiro ou insano
Se fogo ou paixão
Eu não sei
Sei lembrar
Lembrar que a boca que beija
É a mesma que diz ...Adeus !
Lembrar da mão que acaricia o rosto
E despede-se fria e escondida
Dentro de um bolso
Definição de amor ?
Se deixe amar...
Só existe eternidade
Dentro de um coração apaixonado !
De tudo que sei
Não foi o que a vida me ensinou
Ou algum silencio triste me mostrou
Do pouco que nada sei
Sei de amor
Se vampiro ou insano
Se fogo ou paixão
Eu não sei
Sei lembrar
Lembrar que a boca que beija
É a mesma que diz ...Adeus !
Lembrar da mão que acaricia o rosto
E despede-se fria e escondida
Dentro de um bolso
Definição de amor ?
Se deixe amar...
Só existe eternidade
Dentro de um coração apaixonado !
RETRATOS DA VIDA !
Ta vendo aquele retrato ? sou eu !
Eu fui jovem um dia
Ta vendo aquele quadro ?
Eu mesmo pintei.
Oia só moço...eu já fui pintor.
Fiz muita coisa na vida...só não cheguei a matá !
Ta vendo aquelas cama vazia no fundo do barraco ?
Eu já tive filhos moço...
Era lá que eles chorava a dor da miséria
Era lá que eles dormia pra matá a fome...
Cama de palha...muito cheia de remendo...lá eu pegava minha viola
E tocava. Tocava pra eles cantá moço
Era um gesto simples de mostrar amor !
Porque o espanto moço ?
Eu também já fui cantor.
Naquele fogão de lenha, minha doce Maria cozinhava pra mim.
Isso quando nóis tinha o que comer.
Era um cheiro de feijão que invadia a roça que dava gosto
Largar tudo e se por a correr !
Não estranhe não moço, eu já tive patroa.
Mas como a gente é bicho que não se pega
A não ser quando perde o que tem...
Eu já deitei com muitas Maria nesse mundo de meu Deus.
Nenhuma como a minha , cheirando a mato
Com o corpo marcado por ter parido os “ fio “ meu...
Mão cheia de calo sim. E daí ?
Pois se não foi assim que Deus quis ?
Hoje já não tenho os “fio “ nem Maria
Um deles morreu..morto pelos guarda
O outro saiu mundo afora
Era um pobre coitado como eu.
Minha Maria ? Deus levou pra ele !
Dizem que foi uma tal cólera...isso não sei.
Da vida moço, só sei o que agente aprende na pele, no coração
Mas porque a surpresa ? a cara de tristeza “ home “ ?
Eu já fui feliz. Só que não sabia !
Agora to aqui. Nessa casa de barro
Feito João de barro
Só que mais triste
Por ter asas
E não saber voar !
Eu fui jovem um dia
Ta vendo aquele quadro ?
Eu mesmo pintei.
Oia só moço...eu já fui pintor.
Fiz muita coisa na vida...só não cheguei a matá !
Ta vendo aquelas cama vazia no fundo do barraco ?
Eu já tive filhos moço...
Era lá que eles chorava a dor da miséria
Era lá que eles dormia pra matá a fome...
Cama de palha...muito cheia de remendo...lá eu pegava minha viola
E tocava. Tocava pra eles cantá moço
Era um gesto simples de mostrar amor !
Porque o espanto moço ?
Eu também já fui cantor.
Naquele fogão de lenha, minha doce Maria cozinhava pra mim.
Isso quando nóis tinha o que comer.
Era um cheiro de feijão que invadia a roça que dava gosto
Largar tudo e se por a correr !
Não estranhe não moço, eu já tive patroa.
Mas como a gente é bicho que não se pega
A não ser quando perde o que tem...
Eu já deitei com muitas Maria nesse mundo de meu Deus.
Nenhuma como a minha , cheirando a mato
Com o corpo marcado por ter parido os “ fio “ meu...
Mão cheia de calo sim. E daí ?
Pois se não foi assim que Deus quis ?
Hoje já não tenho os “fio “ nem Maria
Um deles morreu..morto pelos guarda
O outro saiu mundo afora
Era um pobre coitado como eu.
Minha Maria ? Deus levou pra ele !
Dizem que foi uma tal cólera...isso não sei.
Da vida moço, só sei o que agente aprende na pele, no coração
Mas porque a surpresa ? a cara de tristeza “ home “ ?
Eu já fui feliz. Só que não sabia !
Agora to aqui. Nessa casa de barro
Feito João de barro
Só que mais triste
Por ter asas
E não saber voar !
TREVAS
Um tiro num beco escuro. Trevas !
Quão longe corri
Quão alto gritei
Trevas e mais trevas
Meu peito arfante
Meus olhos escuros
Minh’alma em lágrimas
Gritei: Deus...porque ?
Choros me assustavam
Cânticos de dor e revolta
Arrepio gélido de carne morta
Morto.
Como ?
Nem amei demais
Nem lutei demais
O quanto andei ?
Não provei toda a vida
Ignorância...
Uma voz me disse:
Não amou e nem deixou amar
Nem lutou muito porque fugiu sempre
Andou sim.
Sempre nesse beco escuro
Provou tanto a vida...esgotando-a
Ignorante sim !
Porque teu choro assombra
Teu canto revolta
Es tua, a carne morta.
E veja...
Este beco não é escuro
Você que está cego !
Quão longe corri
Quão alto gritei
Trevas e mais trevas
Meu peito arfante
Meus olhos escuros
Minh’alma em lágrimas
Gritei: Deus...porque ?
Choros me assustavam
Cânticos de dor e revolta
Arrepio gélido de carne morta
Morto.
Como ?
Nem amei demais
Nem lutei demais
O quanto andei ?
Não provei toda a vida
Ignorância...
Uma voz me disse:
Não amou e nem deixou amar
Nem lutou muito porque fugiu sempre
Andou sim.
Sempre nesse beco escuro
Provou tanto a vida...esgotando-a
Ignorante sim !
Porque teu choro assombra
Teu canto revolta
Es tua, a carne morta.
E veja...
Este beco não é escuro
Você que está cego !
UM PENSADOR
Como doe a alma do palhaço
Que faz sorrir mesmo chorando !O quanto é difícil a vida do equilibrista
Que de porto em porto se equilibra em paixões
De uma noite só !
O que dizer do mágico ?
Que arranca surpresas da platéia atônita
Com seus números e inúmeros desaparecimentos
Pobre domador que lida com feras diariamentemas que foge assustado toda noite, quando seus monstros
Despertam..
Eu ? sou apenas um solitário nesse picadeiro eterno
E me dirijo a massa humana toda noite assim:
Luzes
Câmera
Ação !
Já vai começar a ilusão !
Que faz sorrir mesmo chorando !O quanto é difícil a vida do equilibrista
Que de porto em porto se equilibra em paixões
De uma noite só !
O que dizer do mágico ?
Que arranca surpresas da platéia atônita
Com seus números e inúmeros desaparecimentos
Pobre domador que lida com feras diariamentemas que foge assustado toda noite, quando seus monstros
Despertam..
Eu ? sou apenas um solitário nesse picadeiro eterno
E me dirijo a massa humana toda noite assim:
Luzes
Câmera
Ação !
Já vai começar a ilusão !
Assinar:
Postagens (Atom)
