sexta-feira, 20 de junho de 2008
FACE OCULTA
Nem vou chorar uma vida inteira
E nem sorrir também
Nem vou amar uma noite toda
E nem dormir uma eternidade
Eu não pretendo ser Rei
Mas não viverei como plebeu pelo resto dos dias
Sempre existe outra opção !
Se gosto do arco-íris ou prefiro o preto e branco é apenas convenção .
Não quero a vida em dogmas.
Prefiro doses exageradas de experiências que a frustração da rotina.
Se sou homem, mulher...
Ou a soma dos dois , eu não sei.
Mas sei que sou humano, como humano qualquer
Sou cidadão nesse mundo, e quero meu lugar nele.
Mesmo que seja um kitnet .
Se teu espaço é formado de sonhos e decepções, deixe que o meu também o seja.
Tenho direito ao amor e tenho direito de não querer vive-lo.
Nosso pequeno mundo é grande por nossas diferenças.
Somos feitos de ternos e jeans
Feios e belos
Ricos e pobres
Há os que mandam e os que obedecem
Há os que pensam mandar e os que fingem obedecer
Existem filósofos buscando verdades absolutas
E nós, os poetas criando sempre novas verdades .
Por tudo isso nossa terra é redonda.
Fosse quadrada e sempre estaríamos a beira do abismo !
quarta-feira, 18 de junho de 2008
LEITO SECO
Escrevi uma carta que se perdeu no mar
Nela declarei a vida em palavras sentidas
Declamei poemas e chorei dilemas
Fiz juras de amor...
enquanto molhava a folha com lágrimas de dor
dei ao mar o que é do mar
minha vida em folhas
minha alma em acentos e preâmbulos
fiz do amor um traço esferográfico
hoje de cara ao vento
sou reles desalento olhando o mar
tentando em vão voltar a amar
é minha triste moral da estória
“acumulei sentimentos e esqueci de contar “
Nela declarei a vida em palavras sentidas
Declamei poemas e chorei dilemas
Fiz juras de amor...
enquanto molhava a folha com lágrimas de dor
dei ao mar o que é do mar
minha vida em folhas
minha alma em acentos e preâmbulos
fiz do amor um traço esferográfico
hoje de cara ao vento
sou reles desalento olhando o mar
tentando em vão voltar a amar
é minha triste moral da estória
“acumulei sentimentos e esqueci de contar “
terça-feira, 10 de junho de 2008
CAIXINHA DE MÚSICA
Vem bailarina
Vem dançar
Já passou da meia-noite
É hora de brinquedo acordar
Vou dar corda na caixinha
Pra você em mim fazer rodinha
Vem bater o coração do soldadinho
Que de chumbo ou não
Está quietinho
Baila sobre mim
Suave
Sensível
Sublime
Baila em mim
Sedenta
Frenética
Sem fim
Vem bailarina
Vem me amar
Já passou da meia noite
Logo menino vai acordar !
Vem dançar
Já passou da meia-noite
É hora de brinquedo acordar
Vou dar corda na caixinha
Pra você em mim fazer rodinha
Vem bater o coração do soldadinho
Que de chumbo ou não
Está quietinho
Baila sobre mim
Suave
Sensível
Sublime
Baila em mim
Sedenta
Frenética
Sem fim
Vem bailarina
Vem me amar
Já passou da meia noite
Logo menino vai acordar !
PEDRA
Tropecei numa pedra
Uma pequena pedra
Uma dor enorme
Sangramento
Machucado disforme
Tropecei numa pedra e sobre ela descansei
Limpei lágrimas e suor
Refleti a vida
E tudo ao meu redor
Tropecei numa pedra
E sobre ela descansei e rezei
Bati a poeira das roupas
E caminhei
Tropecei numa pedra
Doeu
Sangrou
Mas passou !
Uma pequena pedra
Uma dor enorme
Sangramento
Machucado disforme
Tropecei numa pedra e sobre ela descansei
Limpei lágrimas e suor
Refleti a vida
E tudo ao meu redor
Tropecei numa pedra
E sobre ela descansei e rezei
Bati a poeira das roupas
E caminhei
Tropecei numa pedra
Doeu
Sangrou
Mas passou !
AMBIÇÃO
Já fui feliz um dia
Provei do amor e lambuzei-me
Dias floridos e repletos de alegria
Acordava sempre com carinhos e malicias
Em meu rosto estalavam beijos
E meus olhos refletiam a paz da alma
Mas sentei uma tarde na poltrona do passado
E por ela adormeci
Os carinhos que antes me despertavam agora me faziam reclamar
Dos beijos estalados eu só fazia desdenhar
Meus olhos já não viam a alma quieta
E só queriam o futuro deslumbrar
Dias floridos já nada valiam
Eu queria sucesso
Reconhecimento
Pra quê tesão ?
Muito melhor buscar um milhão !
Mas hoje, perdido nas areias do tempo
Foi-se embora um coração
Tenho carros
Tenho casas
Me consagrei e juntei meu milhão
Só não tenho mais um beijo
Um simples beijo matinal
Tatuando minha face de paixão
quinta-feira, 5 de junho de 2008
CIRANDINHA
Feito ciranda ou jogo de gira
Nosso amor virou a página
Não sobrou resumo á contar
Ou nem mesmo uma resenha que se lembrar
Amanha já não terei seus olhos pra descansar
Nem as lágrimas que um dia me fizeram voltar
Já até me sinto cão sem dono
Em busca de alguém pra aconchegar
Mas se mereço um pedido:
Pare !
Antes de seguir, olhe pra trás
Não me diga adeus
Prefiro um até breve entre um sorriso fugaz
Afinal nas esquinas da vida
Ainda existem muitos cafés pra gente sentar
E relembrar !
Nosso amor virou a página
Não sobrou resumo á contar
Ou nem mesmo uma resenha que se lembrar
Amanha já não terei seus olhos pra descansar
Nem as lágrimas que um dia me fizeram voltar
Já até me sinto cão sem dono
Em busca de alguém pra aconchegar
Mas se mereço um pedido:
Pare !
Antes de seguir, olhe pra trás
Não me diga adeus
Prefiro um até breve entre um sorriso fugaz
Afinal nas esquinas da vida
Ainda existem muitos cafés pra gente sentar
E relembrar !
PEQUENAS LEMBRANÇAS
Eu só queria tua boca em mim
Em passeios frenéticos e famintos
Por uma noite sem fim
Eu queria suas mãos a bagunçar meus cabelos
Sem trégua e sem dó
Uma trama de risos e rosas
Por sobre o cetim
Só queira seus olhos vidrados
Feito faíscas de uma eterna tempestade
Olhos famintos
Olhos de instinto
Insensatos e insanos olhos
Olhos malvados
Eu só queria você pra mim
Eu só queria
Mas eu ...
Só !
Em passeios frenéticos e famintos
Por uma noite sem fim
Eu queria suas mãos a bagunçar meus cabelos
Sem trégua e sem dó
Uma trama de risos e rosas
Por sobre o cetim
Só queira seus olhos vidrados
Feito faíscas de uma eterna tempestade
Olhos famintos
Olhos de instinto
Insensatos e insanos olhos
Olhos malvados
Eu só queria você pra mim
Eu só queria
Mas eu ...
Só !
POEMA DE GIZ
Sou apenas um poeta sem eira nem beira
Retratando o mundo com palavras
Que insensatas ou escrotas
São verdades escritas em giz
Sou poeta e sigo a rua
Pedindo risos e lágrimas
Vivendo de almas desfeitas
E refeitas também
Sou apenas um poeta
Juntando as letras do mundo
Profundo mundo imundo
Sujeito-me a rimas e quadras
Cordel de um mesmo saco
A essência dos apaixonados
E dos muito mal amados
Sou poeta dos bordéis
Minhas palavras ecoam o vazio da imensidão
Sou disco riscado dos motéis
Um poeta
Apenas mais um
Que escreve pra ele e pra mim
Escreve pra você
E pra ninguém também
Retratando o mundo com palavras
Que insensatas ou escrotas
São verdades escritas em giz
Sou poeta e sigo a rua
Pedindo risos e lágrimas
Vivendo de almas desfeitas
E refeitas também
Sou apenas um poeta
Juntando as letras do mundo
Profundo mundo imundo
Sujeito-me a rimas e quadras
Cordel de um mesmo saco
A essência dos apaixonados
E dos muito mal amados
Sou poeta dos bordéis
Minhas palavras ecoam o vazio da imensidão
Sou disco riscado dos motéis
Um poeta
Apenas mais um
Que escreve pra ele e pra mim
Escreve pra você
E pra ninguém também
segunda-feira, 2 de junho de 2008
DESATINO
Foi sublime !
Te encontrar assim
Feito tempestade repentina
Um olhar que desconserta e desatina
Foi encanto !
O coração bateu em cada passo teu
Sentir que o vazio da alma cessou
Feito um acalanto
Foi divino !
Cada ato de conquista
Como novela das oito
Um sonho
Um desejo
Amor á primeira vista
Foi repentino !
Mãos e bocas sem fim
Um rosto corado e o coração descompassado
Foi ato de Deus !
Um querer fugir que não dá
Um querer negar
Enquanto a pele louca para amar
Foi sonho !
Mas quem quer acordar ?
Te encontrar assim
Feito tempestade repentina
Um olhar que desconserta e desatina
Foi encanto !
O coração bateu em cada passo teu
Sentir que o vazio da alma cessou
Feito um acalanto
Foi divino !
Cada ato de conquista
Como novela das oito
Um sonho
Um desejo
Amor á primeira vista
Foi repentino !
Mãos e bocas sem fim
Um rosto corado e o coração descompassado
Foi ato de Deus !
Um querer fugir que não dá
Um querer negar
Enquanto a pele louca para amar
Foi sonho !
Mas quem quer acordar ?
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