Maldita hora escolhi pra deixar o carro em casa, há quase 2 meses não chovia mas hoje...Abriram-se portas de uma represa no céu. Merda !
Dr Otávio tinha que escolher esse dia pra me deixar presa até mais tarde na empresa ?
são quase 9 da noite, e não encontro meu marido. Além de pegar o onibus ainda tenho que caminhar duas quadras até minha casa, e pior, nessa escuridão. Tem coisas que só acontecem comigo.
Ai meu Deus ...tem gente vindo. Esse ônibus não chega nunca.
O ônibus
o ônibus.
Valei-me Deus, Finalmente vou poder sentar um pouco.
Nossa estou encharcada e tão desacostumada a ficar sozinha que desconfio de qualquer coisa.
Cansada e entorpercida com o chacoalhar do coletivo ela recostou a cabeça sobre o vidro e pos-se a observar as luzes da cidade. lembrou de quando conheceu Fernando e de como ele foi um homem marcante em sua vida..
O único até aquele dia.
Único a conhecer os segredos do seu corpo.lembrou de quando virou mulher em suas mãos.Um momento inesquecivel.
Tantas mulheres ( aliás a maioria de suas amigas dizendo da frustração da primeira vez e de como doía ) mas com ela não ! Fernando foi um homem perfeito...o principe tão sonhado.
Mas nem tudo são flores em uma vida e com o passar do tempo ela começou a sentir desejos incontroláveis...impróprios até.
Queria ser possuída mais e mais forte a cada dia. Seu homem tão amado já não lhe servia mais como antes.
Não que ela pensasse em traíção. longe disso..ainda. Mas seu corpo já não tremia ao toque do marido, queria sentir outras mãos em sem corpo.
Outros homens a fascinavam só de olhar e depois um remorso grande tomava conta de sua alma. Até tentou por várias vezes falar com o marido. Mas o que dizer ? dizer que ele já não lhe satisfazia ? não. ele não merecia isso.
O onibus chegou em seu ponto e apressadamente ela desceu.
Na rua jazia uma escuridão quase total, a chuva incansavel castigava seu corpo, colando a roupa e deixando a mostra um corpo maduro mas ainda muito curvilineo.
Sentiu passos atrás de sí e começou a tremer.
- Meu Deus o que faço ?
Quanto mais acelerava em direção de casa mais os passos apertavam atrás. Desesperada encostou no muro de uma casa em obras e gritou por socorro a plenos pulmões.
Assustado o homem que vinha atrás parou e preocupado pos-se a falar:
- calma Dna claudia..sou eu, Honório, o padeiro.
- ai Honorio, você quer me matar de susto é ?
- a senhora me desculpa, mas tava tão distraída no onibus que não quis incomodar e depois essa chuva toda vai molhar os pães que estou levando...por isso eu tava correndo.
A senhora quer que eu acompanhe ?
Envergonhada com o papelão ela dispensou a companhia do rapaz e disse :
- pode ir Honório..senão vai estragar seus pãezinhos. Estou muito cansada e vou mais devagar. mais uma vez me desculpe o papelão.
Ouvindo isso o homem pos-se a andar em direção a sua casa.
Claudia envergonhada sentou-se no rodapé do portão e começou a rir de si mesma.
Devo estar louca mesmo. mulher mulher...segura esse fogo !
Então de repente uma mão tapou-lhe os lábios e com força puxou-a pra dentro da construção.
Desesperada se debatia e sentia que agora com os dois braços um homem forte lhe pegava pela cintura empurrando seu corpo contra a parede, tentou gritar, mas um tapa estalou em sua face, fazendo-a sentir um gosto de sangue saindo do lábio agora machucado.
Lágrimas começavam a se formar em seus olhos e quase em súplica ela pedia pra ser solta. No entanto o homem indiferente aos seus pedidos começou a enfiar suas mãos dentro do vestido, seu corpo prensado contra a parede oferecia pouca resistencia e com força ela sentiu sua calcinha sendo arrancada.
O homem suando e tremendo dizia:
- ta de tanga puta. calcinha de vagabunda...tá chorando porque então ?
Novamente um tapa estalou em seu rosto, mas surpreendentemente ela começou a gostar e mesmo tentando reprimir esse prazer inclinou suas ancas se oferecendo ao estuprador.
O homem alucinado abriu sua braguilha expondo um penis enrigecido e pulsante pra fora. Imediatamente ela levou as mãos pra trás segurando firme o orgão do homem e direcionando para a entrada de sua vagina foi dizendo sem pudor algum:
- me come seu traste. acaba comigo.
A mulher enlouquecida subia e descia com a força das estocadas do marginal e gritava palavras obcenas como nunca havia feito antes .
Queria esquecer sua vida certinha.
Mulher de conduta impecavel. hoje não !
Hoje ela era a presa mas queria ser caçadora..
E num movimento rápido virou e passou a pressionar o homem contra a parede, ergueu sua touca até deixar a boca livre e beijou ardentemente seu algoz, mordendo-lhe a lingua, fazendo sangrar também.
Em movimentos fortes gozou várias vezes naquele membro duro e incansavel...
Era ela que agora esbofeteava o homem e gritava pedindo mais.
De súbito, num puxão seco arrancou de uma vez a touca, e agora sim, num beijo apaixonado recebeu dentro dela jatos de prazer daquele santo marginal.
Cansada mas saciada, encostou sua cabeça no peito dele e feliz disse:
- Fernando meu amor, nunca imaginei que fosse lembrar do meu sonho. te amo !
A chuva havia passado e ambos, marido e mulher foram embora satisfeitos por deixar de lado mesmo que por um momento a realidade dura da vida a dois !
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
EPITÁFIO
Que uma vida travestida em poemas
Não seja maior que minha morte reservada !
Que pobres letras
Por vezes insensatas
Ou escrotas
Não estejam acima de uma lápide de pedra
Forjada em vil metal
Vivi paixões eternas
Sobrevivi aos mais dolorosos sintomas de amor
Fui traído e traição
Fui amor e fui vingança
Já fui feto
E também desafeto
Amei meus pais
E amaldiçoei por muitas vezes
Sofri maldades e fui malvado
Me torci e retorci nesse pequeno mundo de terra
Vivendo a vida
E a margem dela
Já segui profetas
E segui ditadores
Já busquei o que nunca perdi
Enfim...
Amei
Chorei
Rezei
Eu lutei guerras perdidas
E acreditei até que venci algumas
Já bati na vida
E apanhei dela
E se acharem que minha cova é pequena pra tantas
Palavras insanas
Por favor..digam apenas
“ Aqui jaz um poeta “
Não seja maior que minha morte reservada !
Que pobres letras
Por vezes insensatas
Ou escrotas
Não estejam acima de uma lápide de pedra
Forjada em vil metal
Vivi paixões eternas
Sobrevivi aos mais dolorosos sintomas de amor
Fui traído e traição
Fui amor e fui vingança
Já fui feto
E também desafeto
Amei meus pais
E amaldiçoei por muitas vezes
Sofri maldades e fui malvado
Me torci e retorci nesse pequeno mundo de terra
Vivendo a vida
E a margem dela
Já segui profetas
E segui ditadores
Já busquei o que nunca perdi
Enfim...
Amei
Chorei
Rezei
Eu lutei guerras perdidas
E acreditei até que venci algumas
Já bati na vida
E apanhei dela
E se acharem que minha cova é pequena pra tantas
Palavras insanas
Por favor..digam apenas
“ Aqui jaz um poeta “
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
A BOCA
Boca macia
Que me envolve em beijos
Boca sedenta
Morde-me
Machuca-me
Me seca
Boca...
Maldita boca
Que me cala os sentidos
Transforma sonhos
Cria pesadelos
Boca gulosa
Passeia por mim
Sem lei
Sem ordem
Sem pena !
Desliza boca
Desliza...
Busca seu fim
Me dá tua alma
Tua língua
Consome meus gozos
Sacia minha sede
Com seu calor
Manche meu corpo de vermelho
Quero seu batom em mim
Teu sangue de sabor
Tua vestimenta
De paixão
Deixe rastros no caminho boca
Pra saber retornar
E morrer nos meus
Beijos !
Que me envolve em beijos
Boca sedenta
Morde-me
Machuca-me
Me seca
Boca...
Maldita boca
Que me cala os sentidos
Transforma sonhos
Cria pesadelos
Boca gulosa
Passeia por mim
Sem lei
Sem ordem
Sem pena !
Desliza boca
Desliza...
Busca seu fim
Me dá tua alma
Tua língua
Consome meus gozos
Sacia minha sede
Com seu calor
Manche meu corpo de vermelho
Quero seu batom em mim
Teu sangue de sabor
Tua vestimenta
De paixão
Deixe rastros no caminho boca
Pra saber retornar
E morrer nos meus
Beijos !
DESABAFO
Pensei apenas num amor verdadeiro
Com beijos molhados
Mãos tremulas
Palavras sentidas
Imaginei momentos fotográficos
Sorrisos
Tropeços
Abraços
Sonhei com John Lennon
E imaginei um mundo só nosso
Quis buscar no vazio um simples olhar seu
Tentei encontrar entre as prateleiras da vida...
Meu coração jogado
Pra te presentear
Mas só eu tentei tudo !
Lutei uma guerra na sombra
Fui como um John Lennon sem Beatles
E na ceia da noite.
Minha boca vermelha de vinho tentou buscar
Seus beijos...
Pra descobrir que eles existem apenas
Nos meus sonhos !
Com beijos molhados
Mãos tremulas
Palavras sentidas
Imaginei momentos fotográficos
Sorrisos
Tropeços
Abraços
Sonhei com John Lennon
E imaginei um mundo só nosso
Quis buscar no vazio um simples olhar seu
Tentei encontrar entre as prateleiras da vida...
Meu coração jogado
Pra te presentear
Mas só eu tentei tudo !
Lutei uma guerra na sombra
Fui como um John Lennon sem Beatles
E na ceia da noite.
Minha boca vermelha de vinho tentou buscar
Seus beijos...
Pra descobrir que eles existem apenas
Nos meus sonhos !
domingo, 16 de dezembro de 2007
EXCLAMAÇÕES !
Tu me tens...
Mas não sabe !
Tu me enxerga...
Mas não vê !
Tu me beijas...
Mas não sente !
Tu me tocas...
Mas não percebe !
Me fazes chorar...
Mas não acredita !
Me deixas só...E duvida !
Me seduzes...
Mas me chama de frio !
Me abandonas...E me cobra presença !
Me desejas..
E quer mais !
Me amas...Mas sou um só !
Tranca todas janelas...
Mas escancara uma porta imensa !
Espalha-se por mim...
Mas não me deixa recolher nada !
Es sempre
Todo dia...Tu !
Agora não !
Chega de exclamações !
Quero dúvidas
Amo ?
Quero ?
Desejo ?
Não vou buscar respostas pra perguntas eternas...
Vou apenas viver
Eu e você
Ou...
Sozinho apenas !
Mas não sabe !
Tu me enxerga...
Mas não vê !
Tu me beijas...
Mas não sente !
Tu me tocas...
Mas não percebe !
Me fazes chorar...
Mas não acredita !
Me deixas só...E duvida !
Me seduzes...
Mas me chama de frio !
Me abandonas...E me cobra presença !
Me desejas..
E quer mais !
Me amas...Mas sou um só !
Tranca todas janelas...
Mas escancara uma porta imensa !
Espalha-se por mim...
Mas não me deixa recolher nada !
Es sempre
Todo dia...Tu !
Agora não !
Chega de exclamações !
Quero dúvidas
Amo ?
Quero ?
Desejo ?
Não vou buscar respostas pra perguntas eternas...
Vou apenas viver
Eu e você
Ou...
Sozinho apenas !
ANJO DE DEUS
Eu vi um anjo crucificado
Vi um anjo perder as asas e cair
Eu vi o anjo chorar
Vi apagar a luz do sol profundo
Que brilhava em seu corpo
Eu vi o manto cair
Vi o anjo bebendo o fel da amargura
Em becos e sarjetas da loucura
Ele sentiu na carne a lança que rasga pulmões
Avassaladora !
Sacrilégio meu Deus
Sacrilégio
Vou dar vazão ao sol
Vou curar feridas podres
Lançarei mão do sobrenatural
Pra livrar o anjo da cruz...
Pra tirar o anjo do chão !
Vi um anjo perder as asas e cair
Eu vi o anjo chorar
Vi apagar a luz do sol profundo
Que brilhava em seu corpo
Eu vi o manto cair
Vi o anjo bebendo o fel da amargura
Em becos e sarjetas da loucura
Ele sentiu na carne a lança que rasga pulmões
Avassaladora !
Sacrilégio meu Deus
Sacrilégio
Vou dar vazão ao sol
Vou curar feridas podres
Lançarei mão do sobrenatural
Pra livrar o anjo da cruz...
Pra tirar o anjo do chão !
INDIVÍDUO
Tenho na vida só o que ela me trás
Um cálice vazio
Um gole de pinga atrás
Tenho um carro velho
Um terno usado ( no bolso um trocado)
Promissória pra pagar
Dente cariado pra tratar
Mas eu vou a luta !
Cabeça raspada
Cabeça feita
Feito trapo amarrotado
Um bolso furado
No terno usado
No outro um trocado
Sem grana pra gastar
Sem fumo pra queimar
Sem vida pra lutar
Vou de poste em poste
Como cão...
Querendo lugar pra urinar
Nômade de um povo sem nome
De um povo sem raça
De um povo sem cor
Feito alma transparente
Minha vida se mistura aos tijolos do submundo
Tentando abrir pra mim
Um canto
Um beco
Um buraco profundo !
Um cálice vazio
Um gole de pinga atrás
Tenho um carro velho
Um terno usado ( no bolso um trocado)
Promissória pra pagar
Dente cariado pra tratar
Mas eu vou a luta !
Cabeça raspada
Cabeça feita
Feito trapo amarrotado
Um bolso furado
No terno usado
No outro um trocado
Sem grana pra gastar
Sem fumo pra queimar
Sem vida pra lutar
Vou de poste em poste
Como cão...
Querendo lugar pra urinar
Nômade de um povo sem nome
De um povo sem raça
De um povo sem cor
Feito alma transparente
Minha vida se mistura aos tijolos do submundo
Tentando abrir pra mim
Um canto
Um beco
Um buraco profundo !
FEBRE
Vem a noite
Vejo você chegando
Me abraçando
Estrelas brilham no céu
Você me beija
Eu tiro seu véu
A lua cheia se agita
Eu te amo...
Você grita !
Subitamente um cometa cruza o céu flamejante
Você me lambe
Me excita
Me faz teu amante !
Vejo você chegando
Me abraçando
Estrelas brilham no céu
Você me beija
Eu tiro seu véu
A lua cheia se agita
Eu te amo...
Você grita !
Subitamente um cometa cruza o céu flamejante
Você me lambe
Me excita
Me faz teu amante !
GURÍ
Cansei de crescer...
Voltarei a ser criança
Brincar de pique
Pular corda
Correr pelas árvores
Do pique- nique
Andar descalço
Com o dedo no nariz
Brincar de cela
Cantar
E ser feliz
Dormir e sonhar
Com heróis em quadrinhos
Acordar com o canto dos passarinhos
Ser criança é lindo
Amar sem pensar em namorar.
Poder imaginar que minha bicicleta
É foguete
Ou as lágrimas a escorrer pela boca
Sorvete
Comer morango
Morder uma pêra
Chupar uva
Se lambuzar com macaúva
Ser criança é simples...
Basta deitar e sonhar
E ao amanhecer...
Acordar !
Voltarei a ser criança
Brincar de pique
Pular corda
Correr pelas árvores
Do pique- nique
Andar descalço
Com o dedo no nariz
Brincar de cela
Cantar
E ser feliz
Dormir e sonhar
Com heróis em quadrinhos
Acordar com o canto dos passarinhos
Ser criança é lindo
Amar sem pensar em namorar.
Poder imaginar que minha bicicleta
É foguete
Ou as lágrimas a escorrer pela boca
Sorvete
Comer morango
Morder uma pêra
Chupar uva
Se lambuzar com macaúva
Ser criança é simples...
Basta deitar e sonhar
E ao amanhecer...
Acordar !
ILUMINADOS
Clara...claridade
Encanta
Decanta
Esperta
Desperta
Clara...claridadeAlimenta
Mata a sede
Mata a fome
Mata o homem
Clara...claridade
Desejo puro
Saudade...
Encanta
Decanta
Esperta
Desperta
Clara...claridadeAlimenta
Mata a sede
Mata a fome
Mata o homem
Clara...claridade
Desejo puro
Saudade...
FIM !
Então fica assim...
Vou morrer de amor
Mas só hoje !
Amanhã vou renascer
Em outros beijos
Deixa assim...
Eu te expulso de mim
Uma noite sozinho
Uma cama vazia
Nem final
Nem recomeço
Uma noite apenas
Mas deixa assim...
Que eu te expulso de mim !
Vou morrer de amor
Mas só hoje !
Amanhã vou renascer
Em outros beijos
Deixa assim...
Eu te expulso de mim
Uma noite sozinho
Uma cama vazia
Nem final
Nem recomeço
Uma noite apenas
Mas deixa assim...
Que eu te expulso de mim !
BANDOLERO
Sobre a sela do meu alazão
Sinto a saudade que arde no peito da mulher amada
Que um dia deixei...
Nas terras do meu sertão
Um dia me ensinaram que o homem não tem fronteiras
Sou peão violeiro
Vagabundo confesso
E sigo meu destino... sobre meu alazão
Com meu chapéu de sombra e um bornal na mão
Mas a lembrança que bate no peito
Cala também meu violão
Não há peão
Nem a sertão
Que resista a uma saudade que dói
No coração !
Sinto a saudade que arde no peito da mulher amada
Que um dia deixei...
Nas terras do meu sertão
Um dia me ensinaram que o homem não tem fronteiras
Sou peão violeiro
Vagabundo confesso
E sigo meu destino... sobre meu alazão
Com meu chapéu de sombra e um bornal na mão
Mas a lembrança que bate no peito
Cala também meu violão
Não há peão
Nem a sertão
Que resista a uma saudade que dói
No coração !
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