Foi numa bolha de sabão que eu te encontrei...
Explodindo feito sorriso de arlequim
Bolha inusitada
Molhou-me a face de perfume
E lágrima
Fui criança outra vez
E por vielas e cidadelas te busquei
Recanto de amor
Por toda uma vida... Foi com você que eu sonhei
Em uma bolha de sabão como nuvem...
Subitamente eu te achei
Toda prosa
Cheia de manha
Ah! menina
Desse jeito você me ganha
E foi assim...
Numa bolha com perfume de jasmim
Que a mais perfeita rosa... Feito praga
Tomou conta do meu jardim!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
DITO E FEITO
Palavras não fluem feitas rio
Palavras são notas celestiais
Podem ser monossilábicas
Ou mesmo vindo de gritos colossais
Palavras e letras soltas
São iguais vaga-lumes
Iluminando um pouco qualquer canto escuro
Palavras não têm o dom da verdade
Esse dom é de quem sabe interpretá-las
Palavras podem ser cruas... Até mesmo cruéis
Elas são por vezes culpadas da dor
Mas são invariavelmente também responsáveis
Pelo amor
Palavras e tons formam musicas
Palavras e prece... Uma oração
Elas decidem e votam
Palavras induzem
As mesmas palavras que dispensam
Por vezes são as mesmas que seduzem
Elas se expressam por bocas cálidas
E outras pálidas
Palavras por gestos mudos também falam
E quando não há mais o que dizer...
Elas simplesmente calam
Palavras podem ser destemperadas
Cheias de lamurias
Palavras têm peso e até cor
Mas no fim...
Palavras ditas ou escritas
São apenas palavras
E nada mais!
Palavras são notas celestiais
Podem ser monossilábicas
Ou mesmo vindo de gritos colossais
Palavras e letras soltas
São iguais vaga-lumes
Iluminando um pouco qualquer canto escuro
Palavras não têm o dom da verdade
Esse dom é de quem sabe interpretá-las
Palavras podem ser cruas... Até mesmo cruéis
Elas são por vezes culpadas da dor
Mas são invariavelmente também responsáveis
Pelo amor
Palavras e tons formam musicas
Palavras e prece... Uma oração
Elas decidem e votam
Palavras induzem
As mesmas palavras que dispensam
Por vezes são as mesmas que seduzem
Elas se expressam por bocas cálidas
E outras pálidas
Palavras por gestos mudos também falam
E quando não há mais o que dizer...
Elas simplesmente calam
Palavras podem ser destemperadas
Cheias de lamurias
Palavras têm peso e até cor
Mas no fim...
Palavras ditas ou escritas
São apenas palavras
E nada mais!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
POR UMA NOITE
Passeou por mim feito tênue pele de cordeiro
Deslizou macia
Desvendou mistérios e medos
Fez-me delatar a vida
Desmanchando-me em segredos
Deslizou por mim
E sem tréguas... Desceu
Primeiro a camisa
Que suada de paixão se rendeu
Depois a velha e desbotada calça
Que fácil e insolente também cedeu
Nu e indefeso
Rendi-me!
Hoje só lembro-me da boca... A safada e suculenta boca
Molhada e sem fim
Passeando... Marcando-me os recôncavos de carmim
E entre gritos e sussurros
Nossa noite fluiu
Mãos desenfreadas e pernas eternamente separadas
Mas então... Você deslizou mais uma vez por mim
Vestiu-se de negro já olhando da porta.
Só então entendi...
Aquela noite havia chegado ao fim!
Deslizou macia
Desvendou mistérios e medos
Fez-me delatar a vida
Desmanchando-me em segredos
Deslizou por mim
E sem tréguas... Desceu
Primeiro a camisa
Que suada de paixão se rendeu
Depois a velha e desbotada calça
Que fácil e insolente também cedeu
Nu e indefeso
Rendi-me!
Hoje só lembro-me da boca... A safada e suculenta boca
Molhada e sem fim
Passeando... Marcando-me os recôncavos de carmim
E entre gritos e sussurros
Nossa noite fluiu
Mãos desenfreadas e pernas eternamente separadas
Mas então... Você deslizou mais uma vez por mim
Vestiu-se de negro já olhando da porta.
Só então entendi...
Aquela noite havia chegado ao fim!
SÓ MAIS UMA MODINHA DE AMOR...
Você é a sombra no crepúsculo do dia
Teus lábios são os lábios que não beijei
A mão que morrendo de medo à noite
Não peguei
Você é o sonho que caminha comigo
Na escuridão da madrugada
A água da chuva que corre sem rumo certo
Você pra mim é a melodia inacabada
Teu corpo é a ausência no inverno
Os detalhes que não vejo
Recantos que não sinto
Somos pernas que não se enlaçam
E na solidão da cama
Eu quase sinto que seus braços
São os que me abraçam
Somos assim...
Pequenas pétalas solitárias
Colorindo o jardim!
sábado, 25 de outubro de 2008
ÍCARO DE AÇO
Já me contaram sobre dinheiro e poder
Existem até os que podem voar em pássaros de aço a toda hora
Mas eu não!
De dinheiro e poder nada sei
Eu só quero poder viver!
E por assim dizer...Vou voar além de você
Sem asas de aço ou bagagem de ouro
Sou poeta!
Minhas folhas escritas e soltas ao vento
Carregam mais almas
Que as poltronas reclináveis e sem vida do materialismo humano!
Existem até os que podem voar em pássaros de aço a toda hora
Mas eu não!
De dinheiro e poder nada sei
Eu só quero poder viver!
E por assim dizer...Vou voar além de você
Sem asas de aço ou bagagem de ouro
Sou poeta!
Minhas folhas escritas e soltas ao vento
Carregam mais almas
Que as poltronas reclináveis e sem vida do materialismo humano!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
BLUES DE UMA NOTA!
Para alguns a droga é uma erva que mal-cheira
Para outros, a ponta fria da agulha.
Mas para mim... Droga é a vida
E confesso...
Dessa eu quero overdose!
APÓCRIFO
A chuva caia fina molhando meu rosto de marfim
O sino tocava doze badaladas anunciando da noite
O fim...
Guardas passavam em apitos se comunicando
Olhavam pra mim como que vendo em vida o desperdício
Mas eu não buscava nada que não fosse meu
Naquela noite eu só queria ser um ato
Daqueles bem dramáticos que se encena em qualquer
Teatro!
Já me senti um evangelho apócrifo
Deixando meus pecados em letras garrafais
Feito crimes de dimensões colossais
Também já me vi santo crucificado
Rei da virtude... Aquele que ama sem pedir
Um baluarte ante- pecado!
No fundo... Sentado numa simples sarjeta
Contando os pingos que da face vertem
Descobri-me apenas um pescador
Discípulo das minhas sombras
Um seguidor de medos
Muitas vezes alma inerte
Noutras apenas um marionete
Demorei vidas pra embarcar nesse trem
Mas agora não sei mais onde parar
Acho que sou como um João de barro
Só que triste por ter asas
E não saber voar
O sino tocava doze badaladas anunciando da noite
O fim...
Guardas passavam em apitos se comunicando
Olhavam pra mim como que vendo em vida o desperdício
Mas eu não buscava nada que não fosse meu
Naquela noite eu só queria ser um ato
Daqueles bem dramáticos que se encena em qualquer
Teatro!
Já me senti um evangelho apócrifo
Deixando meus pecados em letras garrafais
Feito crimes de dimensões colossais
Também já me vi santo crucificado
Rei da virtude... Aquele que ama sem pedir
Um baluarte ante- pecado!
No fundo... Sentado numa simples sarjeta
Contando os pingos que da face vertem
Descobri-me apenas um pescador
Discípulo das minhas sombras
Um seguidor de medos
Muitas vezes alma inerte
Noutras apenas um marionete
Demorei vidas pra embarcar nesse trem
Mas agora não sei mais onde parar
Acho que sou como um João de barro
Só que triste por ter asas
E não saber voar
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
ALMA CALMA
Vou deixar que as ondas me levem pra outro lugar
Pra qualquer lugar
Não vou remar
Nem vou nadar
Quero apenas flutuar
Que eu pare em novas ilhas
Preciso voltar a navegar
Cansei da calmaria que sufoca
Hoje quero tempestade
Chuvas torrentes e ventania
Sou um capitão sem majestade
Vou deixar que as ondas me levem e lavem...
A alma que agora calma flutua sobre o mar!
Mas não há lagrimas na partida
Nem lenços
Nem palavras contidas
Há somente ondas e nada mais
O porto já some no limiar
Agora sou gaivota
E mesmo que metade de mim se parta
A outra já pode sonhar!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
FOGO E FATO
“Que eu te morda os lábios
O sangue que corre na paixão é muito melhor
Que as lágrimas da solidão!”
domingo, 5 de outubro de 2008
LÁGRIMAS SECAS
As lágrimas já não correm livremente
Hoje eu já não sei mais chorar...
Meus olhos estão secos
Minha vida ressentida
Já fui feliz um dia
Agora sou médico da minha própria ferida!
Isso é utopia de um insano
Achar que lágrimas secas não molham o pano...
Fiz do dia um grande leito de mar
E sobre as ondas deitei-me a espera da noite
Para voltar a sonhar...
A chuva que cai fora da vida
Inunda o vazio
Completa a carência
Faz da espera... A demência
A chuva que cai
Escorre
Deságua
Desbota a pele fraca
E corta ao meio a alma feito faca!
Mas isso é utopia de um insano
Achar que lágrimas secas não molham o pano...
Hoje eu já não sei mais chorar...
Meus olhos estão secos
Minha vida ressentida
Já fui feliz um dia
Agora sou médico da minha própria ferida!
Isso é utopia de um insano
Achar que lágrimas secas não molham o pano...
Fiz do dia um grande leito de mar
E sobre as ondas deitei-me a espera da noite
Para voltar a sonhar...
A chuva que cai fora da vida
Inunda o vazio
Completa a carência
Faz da espera... A demência
A chuva que cai
Escorre
Deságua
Desbota a pele fraca
E corta ao meio a alma feito faca!
Mas isso é utopia de um insano
Achar que lágrimas secas não molham o pano...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
PARALELOS
Ele queria ao mundo conquistar
Ela queria um canto pra morar
Ele buscava em cada noite uma paixão
Enquanto ela sonhava dividir um único amor
Em seu velho colchão
Ela era a mais bonita pra ele
A melhor transa
Mas pra ela... Melhor ou mais não existia
Ele era único
O amor da vida
Mesmo que sangrasse sempre a mesma ferida
E assim se amaram...
Paralelos de um mesmo acaso
Encontraram-se do nada
E por nada se apaixonaram
O tempo transformou em amor o que antes
Era apenas caso
Mas um dia...
Ele descobriu-se eternamente apaixonado
E ela descobriu que o tempo passou
Nesse eterno livro da vida, ela partiu!
Levando com ela feridas que o vento secou
Lembranças que a chuva apagou
Ela ainda busca um único amor
Enquanto ele chora o ultimo que lhe restou!
Ela queria um canto pra morar
Ele buscava em cada noite uma paixão
Enquanto ela sonhava dividir um único amor
Em seu velho colchão
Ela era a mais bonita pra ele
A melhor transa
Mas pra ela... Melhor ou mais não existia
Ele era único
O amor da vida
Mesmo que sangrasse sempre a mesma ferida
E assim se amaram...
Paralelos de um mesmo acaso
Encontraram-se do nada
E por nada se apaixonaram
O tempo transformou em amor o que antes
Era apenas caso
Mas um dia...
Ele descobriu-se eternamente apaixonado
E ela descobriu que o tempo passou
Nesse eterno livro da vida, ela partiu!
Levando com ela feridas que o vento secou
Lembranças que a chuva apagou
Ela ainda busca um único amor
Enquanto ele chora o ultimo que lhe restou!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
MODINHA DE UM GRANDE AMOR
Hoje te amo porque te encontrei nas pequenas grandes coisas
No por sol de inverno
E no calor do verão tropical
Vi detalhes num simples sorriso
E no bom dia matinal
Nossas pequenas grandes coisas
Um beijo
Um simples abraço
O olhar cúmplice
As músicas divididas
E até as não ouvidas
A pipoca no cinema
Às vezes salgada e noutras doce
Eu te amo... Nas pequenas coisas
Com você descobri que não amar assim
É como abraçar o mundo
Mas não ver o fim!
No por sol de inverno
E no calor do verão tropical
Vi detalhes num simples sorriso
E no bom dia matinal
Nossas pequenas grandes coisas
Um beijo
Um simples abraço
O olhar cúmplice
As músicas divididas
E até as não ouvidas
A pipoca no cinema
Às vezes salgada e noutras doce
Eu te amo... Nas pequenas coisas
Com você descobri que não amar assim
É como abraçar o mundo
Mas não ver o fim!
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