segunda-feira, 27 de outubro de 2008

SÓ MAIS UMA MODINHA DE AMOR...


Você é a sombra no crepúsculo do dia
Teus lábios são os lábios que não beijei
A mão que morrendo de medo à noite
Não peguei

Você é o sonho que caminha comigo
Na escuridão da madrugada
A água da chuva que corre sem rumo certo
Você pra mim é a melodia inacabada

Teu corpo é a ausência no inverno
Os detalhes que não vejo
Recantos que não sinto
Somos pernas que não se enlaçam

E na solidão da cama
Eu quase sinto que seus braços
São os que me abraçam

Somos assim...
Pequenas pétalas solitárias
Colorindo o jardim!


Um comentário:

Ana Barreto disse...

Poema lindo, sensível, bem construído, sem a preocupação de sê-lo...
Percebe, meu amigo, qtas pessoas se identificam com essas palavras?
Parabéns por escrever tão bem! E felizes de nós, que podemos lê-lo!
Um abraço!