Passeou por mim feito tênue pele de cordeiro
Deslizou macia
Desvendou mistérios e medos
Fez-me delatar a vida
Desmanchando-me em segredos
Deslizou por mim
E sem tréguas... Desceu
Primeiro a camisa
Que suada de paixão se rendeu
Depois a velha e desbotada calça
Que fácil e insolente também cedeu
Nu e indefeso
Rendi-me!
Hoje só lembro-me da boca... A safada e suculenta boca
Molhada e sem fim
Passeando... Marcando-me os recôncavos de carmim
E entre gritos e sussurros
Nossa noite fluiu
Mãos desenfreadas e pernas eternamente separadas
Mas então... Você deslizou mais uma vez por mim
Vestiu-se de negro já olhando da porta.
Só então entendi...
Aquela noite havia chegado ao fim!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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