sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O DIÁRIO

Deixei cair à caneta sobre folhas sem pauta
Transformei gotas de tinta azul em palavras sentidas
Completei com vírgulas e acentos uma frase
A borracha comeu o que de nada valia
Notei rimas mesmo em sentidos pouco literais
Por enquanto eram apenas palavras
Palavras banais

Ainda não havia ali uma vida
Faltava amor
Faltava alma
Talvez até mesmo um pouco de dor

Mas então...
Os sentidos se formaram feito partículas atômicas
Falei dos amores que vivi
E dos que perdi
Falei de Deus
Contei trovas e resenhas
E também chorei um adeus

E foi assim...
Sobre uma mesa de marfim
Em papel sem pauta
Que cheguei ao fim

Gota a gota escrevi meu depoimento
Alguns chamaram poesia
Outros melodia
Quanto a mim?
Chamei de testamento!



Um comentário:

Unknown disse...

Luis, suas poesias são maravilhosas, seu talento é por mim reconhecido.
Parabéns