quarta-feira, 10 de setembro de 2008

RELÓGIO DE BOLSO

No movimento infinito das horas
Os ponteiros são feito alma sem vida
Girando sempre num mesmo sentido
Todo dia
Todo dia
Todo dia
Mas mesmo preso as horas que da vida restam... e pra sempre algumas prestam
Vivo a vida sem contar o tempo... amando aqui e ali
Levantando e caindo á todo momento
Sou um pescador de sentimentos
Um mal pagador de promessas
Um escritor de traços falhos
Sou naufrago de lágrimas
Deixando rastro em retalhos
No movimento infinito das horas
O sempre não é todo dia
Se ontem eu chorei
Era porque em algum lugar
Alguém sorria
Da mesma forma que a noite
Nunca encontra o dia !!



Um comentário:

CLAUDIA CRUZ disse...

Encontros e desencontros;
Vai e vem das horas, dos dias;
Amado e amando;
Dormindo e acordando;
Dia e noite;
Sorrir e chorar;
Percebe que tudo tem ida e volta ?

Quando pararmos de contar nossa pequena trajetória, perceberemos enfim que o sentido da vida é apenas dar e algumas vezes receber.

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