terça-feira, 15 de julho de 2008

CÁLICE DE SANGUE

Lágrimas
Que vertem sem fim
Inundam a alma
Esgotam lamurias e retornam
Pra mim

Lágrimas

Que feito fantasmas
Perturbam a noite
Escurecem meus olhos
Ditam os pesadelos um a um

Lágrimas

Insones e mal amadas
Pingam em gotas vermelhas
Como Cálice de sangue tinto
Enchendo meu peito
São reflexos da dor que sinto

Lágrimas
Encontro das águas
Demônios elementais
Prova de amor e dor
Lembrança de muitos que tais

Mas se o que resta na madrugada fria
São cálices de sangue
Vou sorver o que de mim verte
Quem sabe repousando num balcão
Feito um pobre marionete

Um comentário:

Gisele Regina de Azevedo disse...

Muito, muito bom...
Suas palavras atingiram o meu coração.
Bjs,