quarta-feira, 2 de julho de 2008

NOITE ADENTRO

Fechei a janela e tranquei fora a vida
Virei sombra sem luz
Reflexo sem espelho
Lembrança pálida e sofrida

Fechei a janela pra chorar na escuridão
Afogar as lágrimas num colchão
E perder a vida de grão em grão

Fechei a janela pra fugir do mundo
Apaguei a luz no coraçao
E tropeçando por entre cantos e recantos
Mergulhei em minha alma até o fundo

fechei mesmo a janela
foi só assim que não pulei

Mas o dia nasceu
Iluminando em frestas de madeira
Minha escuridão

Agora vou abrir a porta e viver a vida feito alforria
No lugar de cantos e recantos
Quero encantos
Secarei as lágrimas do colchão
Pra manchar nele marcas de paixão

Hoje sei que se a vida é feita de portas e janelas
Sou feito de amor e dor
Igualmente revividos

Um comentário:

Rosamaira disse...

nossa....
mto lindo....

certas palavras descrevem um momento tao nosso q parece impossivel outra pessoa ter escrito...

todas mto belas...
mas essa.....

um bju poeta