quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

INDEFINIÇÕES DO AMOR

Mandaram-me falar de amor
Mas amor é palavra soberana
Sem adjetivos competentes
Nem definições convincentes

Amor é feito alma penada
Aparece como um susto
E vai embora feito pesadelo

Amor, amor...
Tão insensato e exclusivo de cada um
Que confunde-se com o tempo
Amor apaixonado
Amor resignado
Amor correspondido
Amor abandonado

Tantas formas e famas ele tem
Platônico
Excêntrico
Insano...
Amor caridoso
Amor da boca pra fora
Amor duvidoso

Existe o amor do tesão
Vem como fogo
Mas apaga no
Primeiro gozo

Existe o amor da paixão
Inexplicável
Dolorido
Indecente
Sufocante
Por vezes inconseqüente

Amor carente
Por todos e por
Ninguém
Também

A mim não dá
Amor não tem explicação
Nem definição
E assim como vocês
Me basta amar
Sem pedir
Nem cobrar

Porque o mesmo amor
Que me faz chorar
Me faz viver

Se um dia
Por um amor
Rasguei cartas
Por outro
Eu quis escrever

E sendo assim
Sem definição
Nem explicação
Eu chego ao fim !

Um comentário:

Unknown disse...

Não dá pra ficar indiferente a este poema...como é difícil descrever...viver e decifrar um grande amor...Mas é extamente por este mistério e por este sentimento inexplicável,que somos atraídos e aprisionados......Que prisão deliciosa,não????? Estar preso por vontade própria...prisão que nos faz sonhar...voar...e até escrever poemas...
Como dizia nosso "poetinha"..."Amor é fogo que arde sem se ver"
Portanto,vamos manter essa chama acesa...este fogo que nos devora...esta vontade que não cessa...vamos voar sem saber onde iremos pousar...

bjs
Bia