sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O ELEVADOR

Enquanto isso em alguma grande cidade do mundo...


-acho que se você não tem capacidade pra realizar o trabalho, deveria parar de criticar Simone.
- e quem disse que eu não tenho? ora Paulo, com qual autoridade você diz isso ? olha pra você cara..acabou de sair da faculdade agora e quer me ensinar a trabalhar...fique sabendo que trabalho nisso a 10 anos já.
- tudo bem que trabalha a mais tempo que eu, sei disso, mas isso não significa que seu trabalho é melhor
- pois pra mim você não passa de um garoto. E verdinho ainda.
-e você Simone ? 40 anos e solteira...estranho não acha ?- ta querendo dizer o que com isso rapaz ?
Nesse momento Dr Mário entra na sala.
- mas o que está acontecendo aqui ?
Um silencio tomou conta do ambiente.
O empresário experiente, entendeu a situaçã,o e chamando a atenção de ambos pela exagerada competição, determinou que naquele momento fossem embora pra casa, essa conversa poderia continuar amanhã sem problema algum. Afinal já passavam das dez da noite e só eles encontravam-se ainda na empresa. O chefe ficaria por mais um tempo.
Saíram cabisbaixos e emputecidos um com o outro. Ambos sentiam-se ameaçados.
Teriam que dividir o mesmo elevador por longos 28 andares ladeira abaixo. Tentaram entrar juntos e acabaram se esbarrando, Paulo tentou um momento de educação ao oferecer passagem primeiro a Simone, mas a mulher com ar austero indicou com um leve movimento de cabeça pra que ele fosse na frente. Ele foi !
Enquanto o elevador iniciava sua descida, duas pessoas dentro de um mesmo cubo de metal conseguiam transformar um ambiente já frio por natureza numa absoluta era glacial. Sem que eles soubessem uma tempestade armava-se lá fora e um raio atingiu o topo do edifício, fazendo com que aquele gigante de concreto e ferro ficasse totalmente as escuras.
Um choque e uma parada brusca do elevador iria transformar aquela noite .
Por alguns minutos tentaram em vão chamar a zeladoria com o interfone mas nada, ninguém respondia. Um escuro absoluto reinava no ambiente, praticamente nem se viam. Foi quando Simone resolveu quebrar o silencio com palavras autoritárias.
- quando você vai resolver pegar o celular e pedir socorro ?
- ei, to falando com você Paulo, não vai responder não ?
- meu celular ta na minha pasta e não enxergo nada, como vou desfazer o código do cadeado ?
- não acredito que fez isso. E agora ? o que vamos fazer ?
Paulo já praguejando contra o mundo por estar preso no elevador com aquela mulher que ele odiava, num ar irônico respondeu :
- você não tem celular ? achei que uma diretora tão competente como você precisasse estar sempre disponível.
É claro que tenho celular seu idiota, apenas tive a ilusão de achar que fosse um cavalheiro.
- ah. Agora você espera que eu seja um cavalheiro...bom moço né ? engraçado que a 15 minutos atrás eu não servia pra nada. Pois quer saber, dane-se. Eu não tenho medo de escuro mesmo.
A mulher nervosa acende um cigarro.
- não sabia que fumava Simone.
- estou tentando parar. Porque? A fumaça te incomoda ?
- não, claro que não. Eu também fumo. Só que também tranquei meu cigarro na pasta !
Segundos de silencio foram quebrados por gargalhadas de ambos com a situação que estavam vivendo.
-sirva-se do meu maço. Fique a vontade
Paulo fez bom uso da oferta e sentiu-se aliviado após a primeira tragada.
Depois de alguns minutos de escuridão seus olhos já estavam mais acostumados e o rapaz já podia vislumbrar os traços daquela mulher.
Simone era uma executiva típica. Corpo esguio, cabelos bem tratados, óculos sempre de grife. Vestia-se invariavelmente com saias pouco abaixo do joelho e blusas com decotes senão extravagantes no mínimo provocantes.
A mulher sentiu-se observada e indagou:
- que foi ? porque ta me olhando assim ?
-desculpe. Estava apenas admirando você. Disse o rapaz.
-garoto, garoto. Estou te estranhado. Não foi você mesmo que me chamou de quarentona ?
-chamei mesmo, mas por favor me desculpe. Estava apenas contrariado.
- não se preocupe, sou mesmo uma quarentona.
- sim é. Mas também é uma linda mulher.
Nova pausa se abateu sobre ambos
Simone sentiu-se subitamente atraente e usando o cansaço como desculpa sentou no chão do elevador, mas pra isso precisou erguer um pouco sua saia deixando a mostra pernas generosas e lisas.
Disfarçando a intenção de sua atitude a mulher também começa a analisar o exemplar masculino a sua disposição.
Aquele menino homem era muito bonito. Alto, porte atlético e olhos absurdamente azuis. Cabelos pretos e longos descansavam pouco acima dos ombros.
De repente aquela executiva rígida e competitiva viu-se imaginando nos braços do rapaz.
Paulo percebeu que igualmente era observado. Um calor tomou conta de ambiente.
O rapaz jogou seu cigarro ao chão, pisando sobre ele, então tirou sua camisa.
- não estou agüentando de calor. Te incomoda ?.
Simone ao ver peitos tão saudáveis não resistiu e tomada de desejo avançou sobre o agora homem.mordeu-lhe o peito deixando que a pele arrepiasse completamente.
Paulo sem pensar em nada invadiu a blusa arrancando os seios pra fora e sugando com sede cada um deles. transpiravam paixão naquele momento.
As roupas caiam uma a uma e Simone decidida ajoelhou-se pegando com as duas mãos o membro ereto do rapaz deixando-se invadir até o fundo da garganta num vai e vem frenético e alucinado. As mãos do rapaz bagunçavam os cabelos da mulher e entre gemidos e barulhos molhados um gozo invadiu de satisfação a boca da executiva.
Do jeito que estava Simone deitou-se de pernas abertas e trouxe com ela o jovem que com sua saúde juvenil encontrava-se pronto pra mais e mais.
A mulher vibrava com a vitalidade daquele corpo que a penetrava profundamente, não trocavam palavras, apenas gemiam e gritavam de prazer.
Era a festa da carne em sua mais absoluta expressão. A mulher gozava incessantemente enquanto o rapaz incansável continuava seus movimentos ritmados e torturantes !
Já torciam pra que aquela noite jamais acabasse pra continuarem naquela batalha carnal eternamente.
Mas como eternamente também tem fim, a luz voltou.
E ambos, desesperados, trocaram-se rapidamente. Um cheiro de sexo pairava no elevador.
A porta se abriu e apressadamente os dois saíram dirigindo-se cada um para seu lado.
Simone em direção da garagem:
- rapazinho insuportável
Ele em direção do metrô
- Deus do céu que mulher pedante

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