terça-feira, 23 de outubro de 2007

VAMPIRO

A boca desceu faminta
Assaltou meu pescoço
Um rastro de sangue escorreu
Em meus contornos
Vindo morrer no bico rijo do
Meu seio esquerdo
Meu coração acelerou
Ah medida que minha jugular
Sangrava jatos vermelhos
Borrando a parede...
Inundando a sala
Suas mãos se meteram em mim
E somente sua sombra enegrecida
Eu vislumbrava
Mão gelada
Impiedosa
Arrancava de mim suspiros
Sussurros inaudíveis
sofreguidão
Me sentia morrendo
Minuto a minuto
Sem ar
Sem fôlego
Sem chão
Doce vampiro
Que desejei um dia
Maldito homem
Que agora
Me consumia
Sangrou-me a alma
A noite toda
Acabando a vida
Que em mim existia
Agora me leva
Ao castelo
Me deite em seu caixão
Já não sou corpo nem alma
Sou vento
Sou fogo
Sou pura paixão

Um comentário:

Bárbara...Sonhos e Desejos disse...

Parabéns ficou mto bonito o teu blog
sabes q és mto bom com as palavras sempre te disse
tenha boa sorte com ele
pequenos beijos
em todas as tuas pintas