Um tiro num beco escuro. Trevas !
Quão longe corri
Quão alto gritei
Trevas e mais trevas
Meu peito arfante
Meus olhos escuros
Minh’alma em lágrimas
Gritei: Deus...porque ?
Choros me assustavam
Cânticos de dor e revolta
Arrepio gélido de carne morta
Morto.
Como ?
Nem amei demais
Nem lutei demais
O quanto andei ?
Não provei toda a vida
Ignorância...
Uma voz me disse:
Não amou e nem deixou amar
Nem lutou muito porque fugiu sempre
Andou sim.
Sempre nesse beco escuro
Provou tanto a vida...esgotando-a
Ignorante sim !
Porque teu choro assombra
Teu canto revolta
Es tua, a carne morta.
E veja...
Este beco não é escuro
Você que está cego !
terça-feira, 23 de outubro de 2007
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