Sou apenas um poeta sem eira nem beira
Retratando o mundo com palavras
Que insensatas ou escrotas
São verdades escritas em giz
Sou poeta e sigo a rua
Pedindo risos e lágrimas
Vivendo de almas desfeitas
E refeitas também
Sou apenas um poeta
Juntando as letras do mundo
Profundo mundo imundo
Sujeito-me a rimas e quadras
Cordel de um mesmo saco
A essência dos apaixonados
E dos muito mal amados
Sou poeta dos bordéis
Minhas palavras ecoam o vazio da imensidão
Sou disco riscado dos motéis
Um poeta
Apenas mais um
Que escreve pra ele e pra mim
Escreve pra você
E pra ninguém também
quinta-feira, 5 de junho de 2008
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