quinta-feira, 5 de junho de 2008

POEMA DE GIZ

Sou apenas um poeta sem eira nem beira
Retratando o mundo com palavras
Que insensatas ou escrotas
São verdades escritas em giz

Sou poeta e sigo a rua
Pedindo risos e lágrimas

Vivendo de almas desfeitas
E refeitas também

Sou apenas um poeta
Juntando as letras do mundo
Profundo mundo imundo

Sujeito-me a rimas e quadras
Cordel de um mesmo saco
A essência dos apaixonados
E dos muito mal amados

Sou poeta dos bordéis
Minhas palavras ecoam o vazio da imensidão

Sou disco riscado dos motéis

Um poeta
Apenas mais um
Que escreve pra ele e pra mim

Escreve pra você
E pra ninguém também




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