Meus cabelos crescem a medida que o os anos passam
Cobrindo já boa parte de meu rosto
A barba um tanto branca já não Esconde as rugas
Que o tempo nos trás
Minhas mãos invergam as marcas
Da vida que levei
Nela estão tatuadas meus momentos
Meus amores
Minhas dores
Os pesos que já carreguei
As mulheres que já amei
Sobre meu peito antes forte
Agora descansa um pijama que me protege do frio
Mas não estanca a saudade
No coração agora enfraquecido
Já existiu um amor que perdi
Por rancor
As pernas outrora belas e musculosas
Hoje apóiam-se por bengalas
Sigo a passos lentos mas convictos
Pro meu fim
Hoje descobri que de testamento vou deixar
Os amores perdidos e conquistados
Os beijos que dei
Os beijos que perdi
Deixo a fé em Deus
E a que não tive em mim
Deixo lágrimas de amargura
E o desperdício por não chorar mais de alegria
O dia que passou não volta mais !
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
FESTA DE BACO
Quero sexo !
Pegadas
Mordidas
Tapas
Gritos malucos
Mãos agitadas
Quero sexo !
Muito e de várias formas
Rápido e alucinado
Suruba aflita
Constante
Inconseqüente
Perdida
Sem saída
Sem fim
Quero sexo !
Cânticos de agonia
Mistura de odor
Urros e gemidos
Prazer e dor
Sucumbidos
Quero sexo !
Mascarado
Escondido ou escancarado
Tanto faz
É apenas sexo !
Pegadas
Mordidas
Tapas
Gritos malucos
Mãos agitadas
Quero sexo !
Muito e de várias formas
Rápido e alucinado
Suruba aflita
Constante
Inconseqüente
Perdida
Sem saída
Sem fim
Quero sexo !
Cânticos de agonia
Mistura de odor
Urros e gemidos
Prazer e dor
Sucumbidos
Quero sexo !
Mascarado
Escondido ou escancarado
Tanto faz
É apenas sexo !
QUATRO ESTAÇÕES HUMANAS
Existem dias que são como um entardecer de primavera
Lindos Coloridos...Mágicos mesmo
Existem dias quentes como o mais forte verão tropical
Enlouquecedores
Delirantes
Insensatos e apaixonantes
Existem dias mornos como o pobre outono
Nem muito amor
Nem tristezas ou alegrias
Nem muita dor
Existem dias frios e chorosos como o chuvoso inverno
Escuro
Sem vida
Sem amor
Sem sorrisos nem olhares
Sem abraços ou beijos
Mas cada estação tem seu tempo e assim como todo frio acaba um dia
Pra que o verão apareça
Ou que cada outono nos prepare o terreno pras flores da primavera
Minha alma segue assim...toda linda com as flores que me alegram os olhos
Quente e apaixonada como sol que queima fundo nossa pele
As vezes reclusa e indecisa como um outono morno
E muitas vezes triste como o pior inverno
Mesmo sabendo que um novo ciclo recomeça
Que terei novas flores
Novas paixões de verão
Novas indecisões no outono
E claro...
Minhas velhas lágrimas frias !
Lindos Coloridos...Mágicos mesmo
Existem dias quentes como o mais forte verão tropical
Enlouquecedores
Delirantes
Insensatos e apaixonantes
Existem dias mornos como o pobre outono
Nem muito amor
Nem tristezas ou alegrias
Nem muita dor
Existem dias frios e chorosos como o chuvoso inverno
Escuro
Sem vida
Sem amor
Sem sorrisos nem olhares
Sem abraços ou beijos
Mas cada estação tem seu tempo e assim como todo frio acaba um dia
Pra que o verão apareça
Ou que cada outono nos prepare o terreno pras flores da primavera
Minha alma segue assim...toda linda com as flores que me alegram os olhos
Quente e apaixonada como sol que queima fundo nossa pele
As vezes reclusa e indecisa como um outono morno
E muitas vezes triste como o pior inverno
Mesmo sabendo que um novo ciclo recomeça
Que terei novas flores
Novas paixões de verão
Novas indecisões no outono
E claro...
Minhas velhas lágrimas frias !
terça-feira, 23 de outubro de 2007
VAMPIRO
A boca desceu faminta
Assaltou meu pescoço
Um rastro de sangue escorreu
Em meus contornos
Vindo morrer no bico rijo do
Meu seio esquerdo
Meu coração acelerou
Ah medida que minha jugular
Sangrava jatos vermelhos
Borrando a parede...
Inundando a sala
Suas mãos se meteram em mim
E somente sua sombra enegrecida
Eu vislumbrava
Mão gelada
Impiedosa
Arrancava de mim suspiros
Sussurros inaudíveis
sofreguidão
Me sentia morrendo
Minuto a minuto
Sem ar
Sem fôlego
Sem chão
Doce vampiro
Que desejei um dia
Maldito homem
Que agora
Me consumia
Sangrou-me a alma
A noite toda
Acabando a vida
Que em mim existia
Agora me leva
Ao castelo
Me deite em seu caixão
Já não sou corpo nem alma
Sou vento
Sou fogo
Sou pura paixão
Assaltou meu pescoço
Um rastro de sangue escorreu
Em meus contornos
Vindo morrer no bico rijo do
Meu seio esquerdo
Meu coração acelerou
Ah medida que minha jugular
Sangrava jatos vermelhos
Borrando a parede...
Inundando a sala
Suas mãos se meteram em mim
E somente sua sombra enegrecida
Eu vislumbrava
Mão gelada
Impiedosa
Arrancava de mim suspiros
Sussurros inaudíveis
sofreguidão
Me sentia morrendo
Minuto a minuto
Sem ar
Sem fôlego
Sem chão
Doce vampiro
Que desejei um dia
Maldito homem
Que agora
Me consumia
Sangrou-me a alma
A noite toda
Acabando a vida
Que em mim existia
Agora me leva
Ao castelo
Me deite em seu caixão
Já não sou corpo nem alma
Sou vento
Sou fogo
Sou pura paixão
O COPO
O copo refletia meus olhos marejados
E tentava recolher o que de mim despencava
Dos olhos cansados
O copo gelado tremia em minhas mãos indecisas
Provocando ondas infinitas em seu interior devasso
O transparente copo me convidava a mexer seu liquido com os dedos
Me lembrei você
Seu corpo nesse copo
Esse copo em seu corpo
O copo
Na medida dos teus seios
O movimento dele em minhas mãos
Imitando seu quadril em mim
Copo indecente
Copo maldito..
Aproveita-se de mim copo
Um homem só e aflito
Apenas um copo
E lembro você
Vou te arremessar porta a fora copo de vidro
Sem graça e sem vida..
Garçom ?
Trás - me a garrafa
Porque te quero inteira
Um copo
Um corpo apenas !
E tentava recolher o que de mim despencava
Dos olhos cansados
O copo gelado tremia em minhas mãos indecisas
Provocando ondas infinitas em seu interior devasso
O transparente copo me convidava a mexer seu liquido com os dedos
Me lembrei você
Seu corpo nesse copo
Esse copo em seu corpo
O copo
Na medida dos teus seios
O movimento dele em minhas mãos
Imitando seu quadril em mim
Copo indecente
Copo maldito..
Aproveita-se de mim copo
Um homem só e aflito
Apenas um copo
E lembro você
Vou te arremessar porta a fora copo de vidro
Sem graça e sem vida..
Garçom ?
Trás - me a garrafa
Porque te quero inteira
Um copo
Um corpo apenas !
AMENIDADES
Bata-me !
Faça-me sangrar
Não te quero em dízimos
Te quero inteira
De uma vez
Quero meu momento de loucura
Um dia de festa na cama
Me leve as alturas
Quero bocas e mãos
Mãos e bocas perdidas
Vem que te pego
Morde a fronha
Grite !
Rasgue os velhos travesseiros
Quero chuva de penas
Pernas e penas
Apenas !
Não me suporte por muito tempo
Apenas me comporte por um tempo
Em você
Morda-me !
Faça-me suar
Não te quero em doses
Quero embriagues de alma
Vou buscar suas mãos perdidas
Beijar sua boca escondida
Grita meu nome
Eu te devoro
Quero anarquia
Hoje é dia de pernas e penas
Apenas !
Faça-me sangrar
Não te quero em dízimos
Te quero inteira
De uma vez
Quero meu momento de loucura
Um dia de festa na cama
Me leve as alturas
Quero bocas e mãos
Mãos e bocas perdidas
Vem que te pego
Morde a fronha
Grite !
Rasgue os velhos travesseiros
Quero chuva de penas
Pernas e penas
Apenas !
Não me suporte por muito tempo
Apenas me comporte por um tempo
Em você
Morda-me !
Faça-me suar
Não te quero em doses
Quero embriagues de alma
Vou buscar suas mãos perdidas
Beijar sua boca escondida
Grita meu nome
Eu te devoro
Quero anarquia
Hoje é dia de pernas e penas
Apenas !
AVENTURA
As curvas eram sinuosas e um tanto perigosas
Eu era um Robson Crusoé...
Você minha ilha perdida.
Em cada toque um mistério
Em cada cheiro um desejo
Em cada abraço uma fuga
Em cada beijo uma paixão
Sou um sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
Seu olhar eu busquei entre quedas e arranhões
Seu cabelo escalei, feito alpinista
No Everest.
Pra você eu fui Van Helsing
Sem fugir de sua magia
Nem Narciso nesta ilha ah você resitiria
Sou sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
Eu era um Robson Crusoé...
Você minha ilha perdida.
Em cada toque um mistério
Em cada cheiro um desejo
Em cada abraço uma fuga
Em cada beijo uma paixão
Sou um sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
Seu olhar eu busquei entre quedas e arranhões
Seu cabelo escalei, feito alpinista
No Everest.
Pra você eu fui Van Helsing
Sem fugir de sua magia
Nem Narciso nesta ilha ah você resitiria
Sou sobrevivente do mistério
Sobrevivente da ilusão !
BENÇÃO
Teus benditos seios pousando minha mão
Tuas coxas nuas e iluminadas a deslizar
Por meu corpo.
Pelos arrepiados
Mãos trêmulas
Suor frio !
Que sublime visão me assombra
De tão abençoada criação
Envolvendo meu ser
Me transformando em paixão !
Tombei no mármore frio
Ardendo em desejo
Meu espírito gritava...queria fugir
Prendeu-me ao pés da Santa
Santa loucura
Santa perdição
Santa minha, que despiu-se do véu
E me amou !
Dizem uns: sacrilégio
Dizem outros : pecadoresquanto a mim ?
Digo que deitei aos olhos do Pai...
E amei !
Tuas coxas nuas e iluminadas a deslizar
Por meu corpo.
Pelos arrepiados
Mãos trêmulas
Suor frio !
Que sublime visão me assombra
De tão abençoada criação
Envolvendo meu ser
Me transformando em paixão !
Tombei no mármore frio
Ardendo em desejo
Meu espírito gritava...queria fugir
Prendeu-me ao pés da Santa
Santa loucura
Santa perdição
Santa minha, que despiu-se do véu
E me amou !
Dizem uns: sacrilégio
Dizem outros : pecadoresquanto a mim ?
Digo que deitei aos olhos do Pai...
E amei !
UMA BREVE ESTÓRIA DE AMOR !
Certa noite fria de inverno ao fechar minha janela vi que a lua me trazia um presente, era você que num vestido branco assentou-se em minha janela e com olhos brilhando beijou-me os lábios. Te peguei no colo e docemente nos deitamos em minha cama.
Naquela noite tornei-me homem e feliz !
Infelizmente o sol com seu fogo te levou embora
quando expulsou a lua e tomou seu lugar.
Esperei.
Durante muito tempo tua presença invadia minhas noites, eram horas alucinantes da mais pura e intensa paixão.
Mas o sol com sua inveja sempre voltava pra acabar com nossa história.
Os dias e horas, se tornaram suplicantes e longas...
Quando o crepúsculo chegava me punha na janela a rezar :
Lua
Você é a coisa mais linda do universo !
É um retrato em forma de verso .
Então como encanto a lua se postava sobre mim e me entregava você.
Mas certa noite fria de inverno ao abrir minha janela pra você entrar, gotas geladas
De chuva tomaram meu rosto.
Olhei assustado e vi que a lua chorava
ela veio sozinha...
Então, desolado e triste, recostei-me na janela e pus-me a rezar:
Lua
Você foi a coisa mais linda do universo
Era um retrato em forma de verso.
Finalmente dei vivas ao sol que chegava enxugando meu rosto das lágrimas da lua
E descobri que por mais que doa uma despedida
Existe sempre um novo dia !
Naquela noite tornei-me homem e feliz !
Infelizmente o sol com seu fogo te levou embora
quando expulsou a lua e tomou seu lugar.
Esperei.
Durante muito tempo tua presença invadia minhas noites, eram horas alucinantes da mais pura e intensa paixão.
Mas o sol com sua inveja sempre voltava pra acabar com nossa história.
Os dias e horas, se tornaram suplicantes e longas...
Quando o crepúsculo chegava me punha na janela a rezar :
Lua
Você é a coisa mais linda do universo !
É um retrato em forma de verso .
Então como encanto a lua se postava sobre mim e me entregava você.
Mas certa noite fria de inverno ao abrir minha janela pra você entrar, gotas geladas
De chuva tomaram meu rosto.
Olhei assustado e vi que a lua chorava
ela veio sozinha...
Então, desolado e triste, recostei-me na janela e pus-me a rezar:
Lua
Você foi a coisa mais linda do universo
Era um retrato em forma de verso.
Finalmente dei vivas ao sol que chegava enxugando meu rosto das lágrimas da lua
E descobri que por mais que doa uma despedida
Existe sempre um novo dia !
CIDADE DAS ALMAS
Vejo pessoas na cidade
Multidões !
Bocas que se encontram
Mãos que se dão
Lábios que falam
Almas que ouvem
Eu não !
Sou solidão...desejo que falta
Beijo sem boca
Lábios que gritam...vazios de alma
Eu sou a mão que falta.
Vejo vida na cidade
Luzes...buzinas alucinadas
Seres pensantes
Pensamentos alucinantes
Eu não !
Sou sobrevivente apenas
Sou pensamentos calcinados
Sem buzinas
Sem chamados
Eu sou estrada de mão única
Eu não volto mais
Porque nem sei pra onde vou !
Multidões !
Bocas que se encontram
Mãos que se dão
Lábios que falam
Almas que ouvem
Eu não !
Sou solidão...desejo que falta
Beijo sem boca
Lábios que gritam...vazios de alma
Eu sou a mão que falta.
Vejo vida na cidade
Luzes...buzinas alucinadas
Seres pensantes
Pensamentos alucinantes
Eu não !
Sou sobrevivente apenas
Sou pensamentos calcinados
Sem buzinas
Sem chamados
Eu sou estrada de mão única
Eu não volto mais
Porque nem sei pra onde vou !
CRONICA DA MORTE
A morte em seu manto negro me disse:
Tua hora chegou !
Assustado indaguei:
Santa morte porque me tomas assim...de assalto ?
A morte então sentou em minha cama e desabou em lágrimas
- hoje já não sou exclusiva, o homem tomou meu lugar.
Então, num gesto dócil e inseguro ela deitou-se em meu colo
Como a pedir abrigo.
Durante horas ouvi o desabafo de um ser divino...
Sem saber o que dizer.
Pousei minha mão sobre seu corpo e vi que a morte era humana.
Perdi completamente o medo
E num gesto de solidariedade...
Fui com ela !
Noutro dia, a morte em seu manto negro disse ao homem:
Tua hora chegou !
Ele assustado indagou :
Santa morte...
Tua hora chegou !
Assustado indaguei:
Santa morte porque me tomas assim...de assalto ?
A morte então sentou em minha cama e desabou em lágrimas
- hoje já não sou exclusiva, o homem tomou meu lugar.
Então, num gesto dócil e inseguro ela deitou-se em meu colo
Como a pedir abrigo.
Durante horas ouvi o desabafo de um ser divino...
Sem saber o que dizer.
Pousei minha mão sobre seu corpo e vi que a morte era humana.
Perdi completamente o medo
E num gesto de solidariedade...
Fui com ela !
Noutro dia, a morte em seu manto negro disse ao homem:
Tua hora chegou !
Ele assustado indagou :
Santa morte...
DESPEDIDA
Hoje é dia de mudar
Trocar as roupas velhas
Limpas as gavetas
Escancarar portas e janelas
Jogar fora chaves e trancas
Chega de palavras mudas
Sinais sem gestos
Passos sem rumo
Mãos que não pegam
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi e eu fiquei
Não há mais palavras mudas
Nem sinais
Nem passos
Restaram as mãos que me enxugam o rosto
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi....
Eu fiquei
Trocar as roupas velhas
Limpas as gavetas
Escancarar portas e janelas
Jogar fora chaves e trancas
Chega de palavras mudas
Sinais sem gestos
Passos sem rumo
Mãos que não pegam
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi e eu fiquei
Não há mais palavras mudas
Nem sinais
Nem passos
Restaram as mãos que me enxugam o rosto
Chega !
Hoje é dia de sonhar
Ela se foi....
Eu fiquei
DIVINA COMÉDIA
Acabou !
Bebamos um último gole de champagne
Feliz quem sonhou !
Apaguem a luz da minha alma
Desmontem o cenário
Não há mais show
Dispensem os garçons
Meu cálice sirvo sozinho
Pena não ouvir os aplausos uma última vez
Desta vez não vai haver reverencia.
Ainda vou ficar mais um tempo
Quero sentir o cheiro da correria
Diga aos atores que foram ótimos
Mas esse ato é meu !
“ O espetáculo MINHA VIDA chega ao fim por falta de público “
É esta a manchete do jornal na mão do garoto.
Afinal:
Já fiz um livro
Já fiz dois filhos
Plantei uma árvore
Atendi ao poeta !
Já fiz uma vida
Não vou mais subir ao palco
Pra encenar outra
Voltarei a ser caixeiro
Um viajante
As areias do tempo não voltam mais !
Bebamos um último gole de champagne
Feliz quem sonhou !
Apaguem a luz da minha alma
Desmontem o cenário
Não há mais show
Dispensem os garçons
Meu cálice sirvo sozinho
Pena não ouvir os aplausos uma última vez
Desta vez não vai haver reverencia.
Ainda vou ficar mais um tempo
Quero sentir o cheiro da correria
Diga aos atores que foram ótimos
Mas esse ato é meu !
“ O espetáculo MINHA VIDA chega ao fim por falta de público “
É esta a manchete do jornal na mão do garoto.
Afinal:
Já fiz um livro
Já fiz dois filhos
Plantei uma árvore
Atendi ao poeta !
Já fiz uma vida
Não vou mais subir ao palco
Pra encenar outra
Voltarei a ser caixeiro
Um viajante
As areias do tempo não voltam mais !
GOTAS
Outro dia rolaram-me lágrimas face abaixo
Não que tenham sido as primeiras
Elas já rolaram um dia
Mas nesse dia precisamente
Me questionei
lágrimas porque ?
No entanto as lágrimas
Incessantes e confusas
Rolavam perdidas
Morrendo em meus lábios
Que trêmulos e saudosos
Da boca sua
se mexiam
Novamente questionei
Lágrimas porque ?
Sou homem de corpo largo
Existe em mim ainda
Muitos contornos
Para uma lágrima
Percorrer
Assustei-me
Imaginando ainda Quantos questionamentos
Invadiriam minha alma Em cada gota derramada
Resolvi deixar passivamente
Que essas lágrimas sem rumo
Encontrassem seu destino final
Foram tantos lugares percorridos
Tantos questionamentos
Impostos...
Elas simplesmente não cessavam
Mas então uma ultima gota
Caiu direto dos meus olhos
Cansados
Molhando a terra
Meus questionamentos
Acabaram
Minhas lágrimas
Secaram
Conclusão não há !
Lágrimas sempre vão rolar.
Não que tenham sido as primeiras
Elas já rolaram um dia
Mas nesse dia precisamente
Me questionei
lágrimas porque ?
No entanto as lágrimas
Incessantes e confusas
Rolavam perdidas
Morrendo em meus lábios
Que trêmulos e saudosos
Da boca sua
se mexiam
Novamente questionei
Lágrimas porque ?
Sou homem de corpo largo
Existe em mim ainda
Muitos contornos
Para uma lágrima
Percorrer
Assustei-me
Imaginando ainda Quantos questionamentos
Invadiriam minha alma Em cada gota derramada
Resolvi deixar passivamente
Que essas lágrimas sem rumo
Encontrassem seu destino final
Foram tantos lugares percorridos
Tantos questionamentos
Impostos...
Elas simplesmente não cessavam
Mas então uma ultima gota
Caiu direto dos meus olhos
Cansados
Molhando a terra
Meus questionamentos
Acabaram
Minhas lágrimas
Secaram
Conclusão não há !
Lágrimas sempre vão rolar.
ÉBRIO
Um gole de pinga caiu amargo no meu peito
Caiu de quatro...derrotado
Um gole de pinga queimou meu corpo machucado
Retalhou minhas lembranças
Afogou meu grito sufocado !
Um gole de pinga atirou meus sonhos
Porta afora
Um gole de pinga
Marvada pinga
Umbral dos lazarentos
Das paixões de noite só
De uma cama só
De um gole apenas !
Caiu de quatro...derrotado
Um gole de pinga queimou meu corpo machucado
Retalhou minhas lembranças
Afogou meu grito sufocado !
Um gole de pinga atirou meus sonhos
Porta afora
Um gole de pinga
Marvada pinga
Umbral dos lazarentos
Das paixões de noite só
De uma cama só
De um gole apenas !
DESABAFO
Me embriaguei de você
Foi muito beijo
Muita troca
Meu amor
Acho até que exagerei
Me viciei por você
Sexo sem fim
Dia a dia...noite e dia
Com você extrapolei
Agora alucinado
Pura paixão
Você conseguiu
Me drogou e sumiu
vou te expelir de mim
Meu vicio
Vomitar seu perfume
Vou sangrar sua imagem
Meu vicio
To na sargeta
mas mereço
to de costas pra vida
to na merda
mas agradeço
vou me libertar de você
te expulsar de meu corpo
te banir de mim
e vou tentar
tentar ser feliz
sem você e sem mim
apenas feliz !
Foi muito beijo
Muita troca
Meu amor
Acho até que exagerei
Me viciei por você
Sexo sem fim
Dia a dia...noite e dia
Com você extrapolei
Agora alucinado
Pura paixão
Você conseguiu
Me drogou e sumiu
vou te expelir de mim
Meu vicio
Vomitar seu perfume
Vou sangrar sua imagem
Meu vicio
To na sargeta
mas mereço
to de costas pra vida
to na merda
mas agradeço
vou me libertar de você
te expulsar de meu corpo
te banir de mim
e vou tentar
tentar ser feliz
sem você e sem mim
apenas feliz !
ETERNA DIVA
Morte, pra me conquistar
Esteja nua
Morte, venha sedutora
Porque de realismo
Estou farto
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte se vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde
Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado. Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte me domine !
Mas antes me ame...me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça morte
quero amor
Morte! maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue...domine...seduza
Que eu vou...
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da
Ignorância humana
Morte mesmo linda
Não me seduz não
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho, morte
Sem forma, sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte ! nem venhachegou tarde
Do´pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E vc morte !atrasou...
Esteja nua
Morte, venha sedutora
Porque de realismo
Estou farto
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte se vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde
Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado. Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte me domine !
Mas antes me ame...me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça morte
quero amor
Morte! maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue...domine...seduza
Que eu vou...
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da
Ignorância humana
Morte mesmo linda
Não me seduz não
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho, morte
Sem forma, sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte ! nem venhachegou tarde
Do´pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E vc morte !atrasou...
PENSAMENTOS
Pouco me importa de que é feita a vida
De tudo que sei
Não foi o que a vida me ensinou
Ou algum silencio triste me mostrou
Do pouco que nada sei
Sei de amor
Se vampiro ou insano
Se fogo ou paixão
Eu não sei
Sei lembrar
Lembrar que a boca que beija
É a mesma que diz ...Adeus !
Lembrar da mão que acaricia o rosto
E despede-se fria e escondida
Dentro de um bolso
Definição de amor ?
Se deixe amar...
Só existe eternidade
Dentro de um coração apaixonado !
De tudo que sei
Não foi o que a vida me ensinou
Ou algum silencio triste me mostrou
Do pouco que nada sei
Sei de amor
Se vampiro ou insano
Se fogo ou paixão
Eu não sei
Sei lembrar
Lembrar que a boca que beija
É a mesma que diz ...Adeus !
Lembrar da mão que acaricia o rosto
E despede-se fria e escondida
Dentro de um bolso
Definição de amor ?
Se deixe amar...
Só existe eternidade
Dentro de um coração apaixonado !
RETRATOS DA VIDA !
Ta vendo aquele retrato ? sou eu !
Eu fui jovem um dia
Ta vendo aquele quadro ?
Eu mesmo pintei.
Oia só moço...eu já fui pintor.
Fiz muita coisa na vida...só não cheguei a matá !
Ta vendo aquelas cama vazia no fundo do barraco ?
Eu já tive filhos moço...
Era lá que eles chorava a dor da miséria
Era lá que eles dormia pra matá a fome...
Cama de palha...muito cheia de remendo...lá eu pegava minha viola
E tocava. Tocava pra eles cantá moço
Era um gesto simples de mostrar amor !
Porque o espanto moço ?
Eu também já fui cantor.
Naquele fogão de lenha, minha doce Maria cozinhava pra mim.
Isso quando nóis tinha o que comer.
Era um cheiro de feijão que invadia a roça que dava gosto
Largar tudo e se por a correr !
Não estranhe não moço, eu já tive patroa.
Mas como a gente é bicho que não se pega
A não ser quando perde o que tem...
Eu já deitei com muitas Maria nesse mundo de meu Deus.
Nenhuma como a minha , cheirando a mato
Com o corpo marcado por ter parido os “ fio “ meu...
Mão cheia de calo sim. E daí ?
Pois se não foi assim que Deus quis ?
Hoje já não tenho os “fio “ nem Maria
Um deles morreu..morto pelos guarda
O outro saiu mundo afora
Era um pobre coitado como eu.
Minha Maria ? Deus levou pra ele !
Dizem que foi uma tal cólera...isso não sei.
Da vida moço, só sei o que agente aprende na pele, no coração
Mas porque a surpresa ? a cara de tristeza “ home “ ?
Eu já fui feliz. Só que não sabia !
Agora to aqui. Nessa casa de barro
Feito João de barro
Só que mais triste
Por ter asas
E não saber voar !
Eu fui jovem um dia
Ta vendo aquele quadro ?
Eu mesmo pintei.
Oia só moço...eu já fui pintor.
Fiz muita coisa na vida...só não cheguei a matá !
Ta vendo aquelas cama vazia no fundo do barraco ?
Eu já tive filhos moço...
Era lá que eles chorava a dor da miséria
Era lá que eles dormia pra matá a fome...
Cama de palha...muito cheia de remendo...lá eu pegava minha viola
E tocava. Tocava pra eles cantá moço
Era um gesto simples de mostrar amor !
Porque o espanto moço ?
Eu também já fui cantor.
Naquele fogão de lenha, minha doce Maria cozinhava pra mim.
Isso quando nóis tinha o que comer.
Era um cheiro de feijão que invadia a roça que dava gosto
Largar tudo e se por a correr !
Não estranhe não moço, eu já tive patroa.
Mas como a gente é bicho que não se pega
A não ser quando perde o que tem...
Eu já deitei com muitas Maria nesse mundo de meu Deus.
Nenhuma como a minha , cheirando a mato
Com o corpo marcado por ter parido os “ fio “ meu...
Mão cheia de calo sim. E daí ?
Pois se não foi assim que Deus quis ?
Hoje já não tenho os “fio “ nem Maria
Um deles morreu..morto pelos guarda
O outro saiu mundo afora
Era um pobre coitado como eu.
Minha Maria ? Deus levou pra ele !
Dizem que foi uma tal cólera...isso não sei.
Da vida moço, só sei o que agente aprende na pele, no coração
Mas porque a surpresa ? a cara de tristeza “ home “ ?
Eu já fui feliz. Só que não sabia !
Agora to aqui. Nessa casa de barro
Feito João de barro
Só que mais triste
Por ter asas
E não saber voar !
TREVAS
Um tiro num beco escuro. Trevas !
Quão longe corri
Quão alto gritei
Trevas e mais trevas
Meu peito arfante
Meus olhos escuros
Minh’alma em lágrimas
Gritei: Deus...porque ?
Choros me assustavam
Cânticos de dor e revolta
Arrepio gélido de carne morta
Morto.
Como ?
Nem amei demais
Nem lutei demais
O quanto andei ?
Não provei toda a vida
Ignorância...
Uma voz me disse:
Não amou e nem deixou amar
Nem lutou muito porque fugiu sempre
Andou sim.
Sempre nesse beco escuro
Provou tanto a vida...esgotando-a
Ignorante sim !
Porque teu choro assombra
Teu canto revolta
Es tua, a carne morta.
E veja...
Este beco não é escuro
Você que está cego !
Quão longe corri
Quão alto gritei
Trevas e mais trevas
Meu peito arfante
Meus olhos escuros
Minh’alma em lágrimas
Gritei: Deus...porque ?
Choros me assustavam
Cânticos de dor e revolta
Arrepio gélido de carne morta
Morto.
Como ?
Nem amei demais
Nem lutei demais
O quanto andei ?
Não provei toda a vida
Ignorância...
Uma voz me disse:
Não amou e nem deixou amar
Nem lutou muito porque fugiu sempre
Andou sim.
Sempre nesse beco escuro
Provou tanto a vida...esgotando-a
Ignorante sim !
Porque teu choro assombra
Teu canto revolta
Es tua, a carne morta.
E veja...
Este beco não é escuro
Você que está cego !
UM PENSADOR
Como doe a alma do palhaço
Que faz sorrir mesmo chorando !O quanto é difícil a vida do equilibrista
Que de porto em porto se equilibra em paixões
De uma noite só !
O que dizer do mágico ?
Que arranca surpresas da platéia atônita
Com seus números e inúmeros desaparecimentos
Pobre domador que lida com feras diariamentemas que foge assustado toda noite, quando seus monstros
Despertam..
Eu ? sou apenas um solitário nesse picadeiro eterno
E me dirijo a massa humana toda noite assim:
Luzes
Câmera
Ação !
Já vai começar a ilusão !
Que faz sorrir mesmo chorando !O quanto é difícil a vida do equilibrista
Que de porto em porto se equilibra em paixões
De uma noite só !
O que dizer do mágico ?
Que arranca surpresas da platéia atônita
Com seus números e inúmeros desaparecimentos
Pobre domador que lida com feras diariamentemas que foge assustado toda noite, quando seus monstros
Despertam..
Eu ? sou apenas um solitário nesse picadeiro eterno
E me dirijo a massa humana toda noite assim:
Luzes
Câmera
Ação !
Já vai começar a ilusão !
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