Jogaram fora meu travesseiro
Meu velho travesseiro
Só porque era antigo
Rasgado
Amarelado sim..
E daí ?
Jogaram aquele que me ouvia
Aquele que recolhia minhas lágrimas
Que sonhava meus sonhos
Que acordava assustado com meus pesadelos
Jogaram fora meu velho travesseiro amarelado
Jogaram com ele meus sonhos
Minhas lágrimas porta afora !
Não quero um outro travesseiro
De que vale um moderno
Com design avançado
Eu não quero novas lágrimas
Nem quero novas lembranças
Quero meu velho travesseiro
Aquele que beijou as mulheres que beijei
Aquele que amou as mulheres que amei...
Quero meu travesseiro velho
Pra que eu possa ter de volta as lembranças
Que perdi !
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
terça-feira, 20 de novembro de 2007
SUICÍDIO
Angustiado o homem escala o penhasco
Preso em seus pensamentos
Vagando e divagando
Noutra vida
Bate asas a gaivota
Linda como um falcão
Gaivota leve
Gaivota branca
O homem chega ao topo do penhasco
No limite das amarguras
Dos desamores
Dos pecados
A gaivota voa soberana sobre o homem
Voa linda
Absoluta
E sobre ele se posta
O homem salta pro infinito de suas lembranças
Salta pra alivio de sua alma sufocada
Salta pra alegria dos indecentes
Salta
E como pedra chega ao fundo
Ao fim !
O homem morre...
A gaivota mergulha
Não há mais homem
Não há mais pássaros !
Preso em seus pensamentos
Vagando e divagando
Noutra vida
Bate asas a gaivota
Linda como um falcão
Gaivota leve
Gaivota branca
O homem chega ao topo do penhasco
No limite das amarguras
Dos desamores
Dos pecados
A gaivota voa soberana sobre o homem
Voa linda
Absoluta
E sobre ele se posta
O homem salta pro infinito de suas lembranças
Salta pra alivio de sua alma sufocada
Salta pra alegria dos indecentes
Salta
E como pedra chega ao fundo
Ao fim !
O homem morre...
A gaivota mergulha
Não há mais homem
Não há mais pássaros !
SENTIMENTO VAGO
Parti numa nau sem rumo
A caminho do horizonte...
Sem fronteiras
Sem lembranças
Nem saudades !
Parti numa nau rumo ao horizonte sem fim
Marinheiro só
De um barco apenas
Mas a noite...No escuro do oceano
Uma luz forte
Um Farol ao longe
No limiar dos meus sentimentos
Acordei !
A caminho do horizonte...
Sem fronteiras
Sem lembranças
Nem saudades !
Parti numa nau rumo ao horizonte sem fim
Marinheiro só
De um barco apenas
Mas a noite...No escuro do oceano
Uma luz forte
Um Farol ao longe
No limiar dos meus sentimentos
Acordei !
NOSFERATU
De repente na escuridão da noite...
A mão gélida alcançou meu braço, Jogando-me contra as arvores.
Paralisei-me em transe!
Uma gota gelada de suor escorreu por minhas costas, invadindo-me entre as pernas.
Arrepiei.
A língua tensa e pertubadora passeou em minha nuca...meu corpo tremia em pânico, as palavras não saiam de minha boca, apenas sussurros de perdão:
- Deus perdoa-me.... onde estás agora ?
Sentia o calor da respiração ofegante próxima dos meus ouvidos,
não podia vê- lo,
nem tocar-lhe parte alguma.
Meu coração acelerado provocava em mim uma onda intensa de tremores.
Sua mão começou a explorar meu corpo por entre meus tecidos...
Confesso que tentei fugir mas a presença daquele ser místico me impelia a ficar.
Arrancou-me o vestido com uma força avassaladora, e antes que pudesse protestar
Penetrou-me !
forte e vigorosamente...
Percebi uma lágrima que descia dos meus olhos mas nem de longe me senti sofrendo...
Era o gozo que chegava ardente como nunca antes.
Gozo alucinado
Gozo adormecido por anos que agora me consumia de prazer !
Mordia-me toda enquanto me amassava contra as árvores da floresta, meu corpo cansado não se rendia enquanto me invadia.
Foram horas de suplicio onde como escrava conheci todas as formas de perversão.
Enfim, entre urros e gemidos de pura loucura, meu oponente se rendeu .
E agora sim, cansado pela batalha travada, se entregou aos meus braços, beijando meus seios uma única vez em toda a noite.
Juro que tentei ver seu rosto, mas um súbito desaparecimento da lua... talvez constrangida por presenciar em silencio tamanha defloração me impediu de reparar seus traços.
Após momentos onde o silencio angustiante reinou absoluto ele levantou –se e sumiu nas trevas da madrugada.
Fiquei ali, esperando que o sol chegasse e me banhasse com seus raios luminosos, meu corpo ardia enquanto pequenas gotas do meu sangue se formavam na pele.
Por anos voltei pra floresta em busca do meu ser divino, meu doce monstro que amei um dia, mas ele nunca mais voltou !
Hoje sei que anjos e demônios somos nós, qualquer um...
Qualquer pessoa !
A mão gélida alcançou meu braço, Jogando-me contra as arvores.
Paralisei-me em transe!
Uma gota gelada de suor escorreu por minhas costas, invadindo-me entre as pernas.
Arrepiei.
A língua tensa e pertubadora passeou em minha nuca...meu corpo tremia em pânico, as palavras não saiam de minha boca, apenas sussurros de perdão:
- Deus perdoa-me.... onde estás agora ?
Sentia o calor da respiração ofegante próxima dos meus ouvidos,
não podia vê- lo,
nem tocar-lhe parte alguma.
Meu coração acelerado provocava em mim uma onda intensa de tremores.
Sua mão começou a explorar meu corpo por entre meus tecidos...
Confesso que tentei fugir mas a presença daquele ser místico me impelia a ficar.
Arrancou-me o vestido com uma força avassaladora, e antes que pudesse protestar
Penetrou-me !
forte e vigorosamente...
Percebi uma lágrima que descia dos meus olhos mas nem de longe me senti sofrendo...
Era o gozo que chegava ardente como nunca antes.
Gozo alucinado
Gozo adormecido por anos que agora me consumia de prazer !
Mordia-me toda enquanto me amassava contra as árvores da floresta, meu corpo cansado não se rendia enquanto me invadia.
Foram horas de suplicio onde como escrava conheci todas as formas de perversão.
Enfim, entre urros e gemidos de pura loucura, meu oponente se rendeu .
E agora sim, cansado pela batalha travada, se entregou aos meus braços, beijando meus seios uma única vez em toda a noite.
Juro que tentei ver seu rosto, mas um súbito desaparecimento da lua... talvez constrangida por presenciar em silencio tamanha defloração me impediu de reparar seus traços.
Após momentos onde o silencio angustiante reinou absoluto ele levantou –se e sumiu nas trevas da madrugada.
Fiquei ali, esperando que o sol chegasse e me banhasse com seus raios luminosos, meu corpo ardia enquanto pequenas gotas do meu sangue se formavam na pele.
Por anos voltei pra floresta em busca do meu ser divino, meu doce monstro que amei um dia, mas ele nunca mais voltou !
Hoje sei que anjos e demônios somos nós, qualquer um...
Qualquer pessoa !
DIVA
Morte
Pra me conquistar Esteja nua
Morte
Venha sedutora
De realismo Estou farto !
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado.
Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte
Me domine !
Mas antes me ame...
Me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça
Morte
Quero amor
Morte!
Maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue
Domine
Seduza
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da ignorância humana
Morte
Mesmo linda
Não me seduz !
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho
Sem forma
Sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte !
Nem venhaChegou tarde
Do pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E você morte... Atrasou !
Pra me conquistar Esteja nua
Morte
Venha sedutora
De realismo Estou farto !
Não me peça sentimentos tolos
Hoje eu quero paixão!
Morte vem ao meu encontro
Quero te ver de preto...
Vou pedir o melhor vinho da casa
Sem bem que nem tenho onde Morar.
Morte, não se assuste com minha frieza
Sou gato escaldado.
Fruto da paixão
Sobra da dor
Resto de decepção
Morte
Me domine !
Mas antes me ame...
Me apaixone
Me maltrate com dor
Mas não esqueça
Morte
Quero amor
Morte!
Maldita fêmea no cio
Quer me pegar?
Pegue
Domine
Seduza
Deliciosa morte,
Sedutora em seus lábios gelados
Provocante com seu véu de sangue
Destruidora implacável da ignorância humana
Morte
Mesmo linda
Não me seduz !
Sou alma livre
Não sou penada
Nem alma fútil
Sou brilho
Sem forma
Sem cor
Sou espectro.
Sombra de um sonho
Lembrança
Relíquia
Morte !
Nem venhaChegou tarde
Do pó que nasci
Retornei
A vela apagou
O fogo queimou
E você morte... Atrasou !
DISSABOR
Num copo de cólera
Por entre tragos e estragos
Eu te perdi
Não sobrou beijo ou abraço
Pra contar
Nem um oi pra se falar
Na poeira do meu peito
Você se mandou
Como um tufão
Tristeza
Dor
Solidão
Rastros de lembrança que não se quer
Perfume azedo de uma qualquer
Mas foi isso !
Noite após noite
Te procurei
E foi num copo de cólera
Por entre tragos e estragos
Que te encontrei
Valha-me Deus nova bebida
Pois dessa amarga
Só me sobrou
Feridas
Isso é o fim !
Por entre tragos e estragos
Eu te perdi
Não sobrou beijo ou abraço
Pra contar
Nem um oi pra se falar
Na poeira do meu peito
Você se mandou
Como um tufão
Tristeza
Dor
Solidão
Rastros de lembrança que não se quer
Perfume azedo de uma qualquer
Mas foi isso !
Noite após noite
Te procurei
E foi num copo de cólera
Por entre tragos e estragos
Que te encontrei
Valha-me Deus nova bebida
Pois dessa amarga
Só me sobrou
Feridas
Isso é o fim !
CAMINHOS
Quantas vezes andei em círculos
Sem nada achar
Sem nada ter
Quantas vezes poupei lágrimas
Quanta dor eu sufoquei
Eu nasci
Eu dancei
Sou humano como humano qualquer
Um tanto homem
Tanto mulher...
Pra que esfriar no peito o amor machucado
Pra que estancar o sangue desse corpo magoado
Devo parar de sofrer
Deitar na cama e enlouquecer
Devo parar de lamentar
Abrir o peito e gargalhar
Devo parar...
Vou correr o mundo e te encontrar
Abraçar
Sentir
Deitar na cama outra vez e enlouquecer de tanto amar
você
Sem nada achar
Sem nada ter
Quantas vezes poupei lágrimas
Quanta dor eu sufoquei
Eu nasci
Eu dancei
Sou humano como humano qualquer
Um tanto homem
Tanto mulher...
Pra que esfriar no peito o amor machucado
Pra que estancar o sangue desse corpo magoado
Devo parar de sofrer
Deitar na cama e enlouquecer
Devo parar de lamentar
Abrir o peito e gargalhar
Devo parar...
Vou correr o mundo e te encontrar
Abraçar
Sentir
Deitar na cama outra vez e enlouquecer de tanto amar
você
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
DOR
Meus olhos já não enxergam os seus
Meus lábios já não te beijam mais
Hoje já não sinto seu sabor
O calor que me dava
Já não me aquece mais
Onde está sua mão que antes me bagunçava
Os cabelos
Onde estão suas pernas que me embolavam
E embalavam
Hoje eu não sinto seu amor
Hoje eu não sinto seus seios em mim
Hoje eu só sinto dor
Hoje eu já nem sei mais de mim
Meus lábios já não te beijam mais
Hoje já não sinto seu sabor
O calor que me dava
Já não me aquece mais
Onde está sua mão que antes me bagunçava
Os cabelos
Onde estão suas pernas que me embolavam
E embalavam
Hoje eu não sinto seu amor
Hoje eu não sinto seus seios em mim
Hoje eu só sinto dor
Hoje eu já nem sei mais de mim
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